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Uma nova tecnologia, desenvolvida pelo Instituto de Energia e Ambiente da USP, permite a eliminação de gases tóxicos e cinzas de peletes de eucalipto usados para produção de bioenergia.



Os peletes ou pellets são pequenos granulados em formato cilíndrico produzidos a partir da biomassa vegetal. O uso é variado. Vai desde a queima em fornos industriais até o aquecimento domiciliar.



O Brasil é um dos maiores produtores de eucalipto do mundo e, com a inovação, passa a ser competitivo no mercado global de peletes de madeira. A mesma tecnologia também pode ser aplicada ao bagaço de cana-de-açúcar, ao bambu e ao capim-elefante, dentre outras biomassas agrícolas.



Os peletes produzidos e consumidos no Brasil, na sua maioria, não se encontram nos padrões de controle de qualidade da ENPLUS, organização internacional que define requisitos de qualidade e sustentabilidade para o fornecimento de peletes de madeira no mundo. Eles possuem de duas a dez vezes mais teor de cloro que o estabelecido pela norma vigente.

 





 



A ocorrência de cloro e substâncias inorgânicas presentes naturalmente na biomassa vegetal em zonas climáticas tropicais, como o Brasil, se dá devido às chuvas que se formam rapidamente do vapor marítimo, "diferentemente do que acontece em outros países de zonas temperadas ou glaciais, quando as precipitações são provenientes majoritariamente de água doce", explica o autor da pesquisa, Javier Escobar.



Por terem mais cloro e substâncias inorgânicas na biomassa, os peletes de origem de zonas climáticas tropicais como o Brasil, quando entram em combustão, soltam dioxinas entre outros gases tóxicos, que são mutagênicos e comprometem a saúde humana, além de provocar corrosão nos equipamentos de conversão de energia de fabricação dos produtos. A tecnologia descoberta propõe a remoção dessas substâncias tóxicas e corrosivas das fibras de eucalipto a quase zero.



Para chegar a este resultado, Escobar reduziu a granulação das fibras de biomassa entre 10 e 20 vezes para aumentar a superfície da área de contato, para posterior imersão em água e retirada das substâncias tóxicas. Segundo o pesquisador, o processo removeu até 90% das impurezas do material quando comparado ao material não tratado.



Para acessar a pesquisa completa, clique aqui.



Fonte: Painel Florestal, com informações da USP
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