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A Monsanto decidiu processar os funcionários do governo do Arkansas (Estados Unidos) para barrar a proibição do herbicida Dicamba, que está sendo acusado de provocar danos em lavouras que estão além das fronteiras do estado norte-americano. O processo se refere a problemas de deriva do Dicamba, que também é fabricado pela Basf, e é usado em lavouras de soja e algodão com sementes resistentes.



Alguns produtores têm argumentando que o Dicamba afeta áreas onde não existiram aplicações do produto, danificando milhares de hectares com lavouras não resistentes ao herbicida. Especialistas dizem que o produto vaporiza em altas temperaturas, em um processo de "deriva". As empresas químicas, por outro lado, culpam os produtores pelo mal uso da tecnologia.



A Monsanto alega que os funcionários públicos do estado de Arkansas se negaram em revisar quatorze estudos enviados pela empresa para análise. A multinacional ainda reclama do efeito negativo das sanções governamentais sobre as vendas do herbicida, além de ser afetada de maneira indireta na distribuição e nos acordo de licenças.



Os funcionários do estado de Arkansas se negaram a comentar o assunto à agência de notícias Reuters. No nível nacional, a Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos aprovou o uso do produto, mas as empresas concordaram em mudar o rótulo com novas orientações.



Apesar de restringir o uso do produto da Monsanto, o estado do Arkansas permite o uso do produto da Basf com o mesmo ingrediente ativo.




Fonte: agrolink
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