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Segundo os cientistas e pesquisadores, o planeta Terra tem 4,5 bilhões de anos caminhando entre mudanças e adaptações resultantes de forças hercúleas que emergem das entranhas do globo terrestre e do cosmo, que modificam substantivamente as paisagens naturais e abrem caminhos para a extinção de espécies e o aparecimento de outras, que povoam os continentes, mares e oceanos há milhões de anos. A evolução das espécies, num vasto e complexo horizonte de tempo, fez emergir o homem e abriu também uma nova página na história da humanidade pelo desenvolvimento da fala e da escrita e no avançar das ciências e suas descobertas memoráveis.

Grandes mudanças geológicas e climáticas já ocorreram sem a presença do homo sapiens e o impacto de um mega asteroide contra a Terra, há 65 milhões de anos, desencadeou uma destruição em massa e plantou novas formas de vida nesse planeta singular e ainda habitável.

Entretanto, embora não haja consenso entre os cientistas, debita-se à sociedade moderna e consumidora de tecnologias, produtos e serviços, com os atuais 7,3 bilhões de habitantes e com previsão de 9,2 bilhões em 2050, o ônus das mudanças climáticas recentemente havidas, e por haver, e ao considerar que os institutos internacionais alertam que 45% da atmosfera terrestre está tomada pelo gás carbônico (CO2) e por seu efeito estufa (IPCC/ONU).

Mas, sem C02 não há fotossíntese, e sem ela não se produzem alimentos e sem alimentos não há vida nos continentes, mares e oceanos, como a que se conhece, o que leva o problema para a esfera de seus efeitos colaterais em função de sua elevada concentração na atmosfera.

Mas a questão de fundo vai muito além dessa breve e limitada abordagem, ou seja, debate-se muito, mas o conceito e a prática da sustentabilidade dos recursos naturais ainda não estimulam suficientemente a adoção de inovações pelas sociedades e pelos governos dos 193 países, muito dos quais extremamente pobres e açoitados pela miséria, fome, destruição dos recursos naturais, e por guerras infindáveis. Um cenário desumano e adverso.

Como recuperar, se for economicamente recuperável, milhões de hectares de terras degradadas, milhares de quilômetros de rios poluídos? E mais, como ampliar o saneamento básico, modernizar as indústrias que jogam na atmosfera bilhões de toneladas de poluentes, capitaneadas pelos EUA e China, sendo que os EUA não mais fazem parte do Acordo de Paris?

Porém, não se podem negar que as intervenções do homem nos domínios da natureza, ao arrepio da ciência e da tecnologia, associadas, revelam seus efeitos adversos de considerável dimensão geográfica, entre os quais; derretimento de geleiras, avanços na desertificação, crescimento da temperatura média no globo terrestre, perda anual de bilhões de toneladas de solos agrícolas à falta de práticas conservacionistas, extinção de 50%, ou mais, dos cardumes de peixes de alto valor comercial, chuvas mais violentas ou secas mais prolongadas e disputas por recursos hídricos. Mas ainda é cedo para o decretar o fim da vida na Terra e dar ouvidos demais aos ambientalista radicais e ideológicos por excelência.

A pesquisa agropecuária e florestal no Brasil, no que lhes compete, têm desenvolvido um esforço hercúleo, recorrente, estratégico e indispensável para obter, por seus cientistas e pesquisadores, novos conhecimentos científicos e tecnológicos, que resultem na adoção de boas práticas nos sistemas agroalimentares e nas cadeias produtivas do setor de base florestal nos eixos tecnológico(inovação), econômico (renda) social (qualidade de vida) e ambiental (uso correto dos recursos naturais). Há uma tendência, que decorre da complexidade da natureza, de se produzir mais e com menor impacto ambiental nos cenários das bacias hidrográficas, mas inovar custa muitos bilhões de dólares.

Além disso, é preciso desenvolver uma fina sintonia com os mercados interno e externo, que se conjuga também com um processo definitivo de urbanização e onde se concentram as grandes massas salariais que estimulam o aumento de consumo de alimentos, fibras, biomassa, agro energia, e de produtos de base florestal. São cenários que transcendem a visão exclusiva de fomento da produção e sejam eles quais forem numa perspectiva de tempo.

Assinar documentos, protocolos internacionais e debater o controverso, sem dúvida alguma, fazem parte indissociável de uma marcha batida a favor da sustentabilidade dos recursos naturais, no campo e nas cidades, e que haja recursos suficientes para bancar essa conta solidária que tem o tamanho do mundo. Por acréscimo e exigência, o centro dessas mudanças está no seio da sociedade e suas organizações, que devem exercer o legítimo poder de pressão.

Do discurso à prática, um desafio sem fronteiras, pois há tempo para plantar e tempo para colher. Lembrem-se também que 1 hectare de floresta plantada preserva cerca de 10 hectares de florestas nativas (AMS-2015), e na safra agrícola brasileira, 2016/17, foram cultivados apenas 60,9 milhões de hectares ou 13,9% do território nacional, enquanto em Minas Gerais, na mesma safra agrícola, a área cultivada foi 5,63% do território mineiro Além disso, a agricultura irrigada poderá proporcionar anualmente três colheitas diferentes numa mesma área de cultivos e sem subestimar a agricultura de precisão e o plantio direto, que é também um conjunto de práticas conservacionistas. O campo tem dado bons exemplos de sustentabilidade, mas, o que dizer das cidades?




Fonte: Benjamin Salles Duarte - Engenheiro Agrônomo
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