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Forças hercúleas formaram o sistema climático há milhões de anos nesse planeta Terra e dele faz parte o “Ciclo hidrológico” ou também conhecido como “Ciclo da Água.” Esse elemento natural insubstituível, estratégico e renovável move também o mundo por consequência da multiplicidade de serventias nas bacias hidrográficas e nos continentes do globo. No Brasil, não seria diferente num território de 8,5 milhões de km2.



Sendo seu ciclo hidrológico e sua distribuição sujeita às variações climáticas, é de se perguntar se as ações humanas poderiam afetar substantivamente o clima, como vem sendo propalado? Esse é um tema recorrente colocado à mesa para debates e soluções. Não há outra saída.



Existem controvérsias, pois essa tese divide ainda os pesquisadores, cientistas, e não há consenso em torno desses cenários de reconhecida magnitude geográfica e complexidade de fatores naturais que abrangem os continentes, mares e oceanos. Nesses cenários, a água é um dos fenômenos mais extraordinários do mundo, à medida em que preserva a mesma fórmula original (H20) nos estados líquido, sólido e gasoso e ela é fonte de vida humana, animal e vegetal.



Vale ressaltar que o cientista Luiz Carlos Baldicero Molion, pesquisador do INPE e professor da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) afirma; “Não existem mudanças climáticas atualmente e o homem não controla absolutamente o clima global. Na verdade, vai haver um ligeiro resfriamento global nos próximos 15 anos” (Fórum da Sustentabilidade promovido pela Folha de São Paulo, em 03 de junho de 2014). Ele é PhD em metereologia (EUA) e Pós Doctor em Hidrologia Florestal (Inglaterra).



E mais, “o aquecimento global é uma grande mentira” afirma o Doutor em Climatologia da Universidade de São Paulo Ricardo Augusto Felício, e presume que há grandes interesses econômicos no bojo dessa polêmica. O climatologista norte-americano Patrick Michaeles, segundo a Gazeta Digital (SP), em 19 de junho de 2008, ressalta que “há muito exagero sobre as mudanças climáticas e cita, entre outros exemplos, que a elevação do nível do mar é devido a fatores geológicos e não climáticos.”



No Hawaí (EUA), no dia 15 de maio de 2013, o CO2 atingiu 400 partes por milhão na composição da atmosfera e foi considerado um sinal vermelho por alguns climatologistas. Entretanto, há 4 milhões de anos e no Piloceno elevou-se para mais de 400 ppm, a temperatura da Terra era entre dois graus e três graus maior do que hoje, e o nível dos mares atingia 20 metros mais elevado (NOAA/EUA). Sem a presença humana.



Porém, o debate do controverso é saudável e indispensável nos domínios da ciência e tecnologia. Não existe unaminidade absoluta e no “dizer do dramaturgo brasileiro Nelson Rodrigues, se houver, ela é burra.” O poder desse planeta também se espelha nos tremores de terra, maremotos, furacões, tufões, vendavais, chuvas copiosas e concentradas, incêndios naturais, erupções vulcânicas, avalanches, e outros eventos de diversas magnitudes e abrangências geográficas.     

   

Na hipótese de que os humanos não podem mudar o clima substantivamente e ao saber que as mudanças climáticas e geológicas se processam há milhões de anos, mesmo assim, a sociedade deve se apoderar dos novos conhecimentos e tecnologias, gerados pela pesquisa, para internalizar o conceito e a prática da sustentabilidade dos recursos naturais. O Brasil precisa exorcizar ainda a tese da abundância havida desde o Império, embora colecione avanços conservacionistas, inclusive no plantio direto com seus 30 milhões de hectares.



A proposta internacional de sustentabilidade, que passa estrategicamente pela gestão dos recursos hídricos em 193 países, ainda é muito discursiva, pouco prática e custa muitos bilhões de dólares anuais em função da magnitude geográfica e geológica do globo terrestre. Vale salientar, por oportuno, que no dia 15 de novembro de 2017 em Bonn, na Alemanha, durante o evento internacional “Conferência das Partes para Mudanças Climáticas (COP 23),” o Brasil mostrou que, dentro do Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC), a ILPF consolidou 11 milhões de hectares em vários estados e ao superar, em muito, a proposta havida em 2009 de apenas 4 milhões de hectares até 2020. Esse esforço resulta de múltiplas parcerias entre as políticas públicas, instituições de pesquisa, os agentes financeiros, a assistência técnica, e quem planta, cria, abastece e exporta (CIFlorestas).



Contudo, a questão hídrica, indissociável da sustentabilidade dos recursos naturais, é tão importante que a Organização das Nações Unidas (ONU), em março de 1992, promulgou um documento intitulado; “Declaração Universal dos Direitos da Água” onde, no 9º artigo, afirma; “a gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.”



Entretanto, nas condições de escassez severa da água, tem prioridade legal o abastecimento humano e a dessedentação dos animais. Noutro ângulo, não é uma questão de simplesmente abordar os eventuais caprichos climáticos e demandas hídricas, pois o eixo passa também pelo desperdício, pela ausência de saneamento básico, engloba as poluições, e emerge à falta de manejo correto do solo e da água, o que requer, por outro lado, mais adoção de boas práticas pelos usuários urbanos e rurais.

Os produtores, no que lhes compete, têm dados bons exemplos de sustentabilidade dos recursos naturais e no cumprimento das leis ambientais.



Além disso, Minas Gerais já coleciona 253 cidades com problemas de abastecimento e seu corolário de consequências econômicas, sociais e ambientais. Trinta e oito graus de temperatura ambiente, por hipótese, e sem água suficiente para prover as atividades domiciliares e até tomar banho, pode-se criar até uma espécie de conflito doméstico, estressante.



É legítimo aceitar que o Brasil ainda terá que caminhar muito para consolidar uma cultura de sustentabilidade e planejar também o uso eficiente dos recursos hídricos na agricultura, indústria, agroindústria, no comércio e nos serviços. Não se muda de hábito como se troca de roupas. E o clima?  Deve continuar desafiando a ciência e a tecnologia nas artes de decifrá-lo numa série histórica.



Mas, existem centenas de inovações conservacionistas geradas pela pesquisa, porém, o fator econômico terá um peso muito grande em qualquer processo de mudanças e entre os quais na oferta de água em quantidade e qualidade para múltiplos usos sustentáveis. Nessa breve e limitada panorâmica, também somos parceiros e usuários habituais do “Ciclo hidrológico,” sendo ele também essencial à biodiversidade e aos solos, bases físicas das ofertas agrossilvipastorís.



Por outro lado, convergente, o campo e as cidades são entes indissociáveis nessa tarefa globalizante e que possa haver um balanço ambiental positivo para o desenvolvimento socioeconômico sustentável neste País. Assim, os governantes e governados se revelam agentes estratégicos dessa convocação integrada do agora e com vistas aos presumíveis cenários futuros.



Podem-se afirmar, sem exclusões desnecessárias, que as demandas por alimentos e água devem manter uma constante curva ascendente no viger desse século 21 e diante da perspectiva de 9,2 bilhões de habitantes em 2050. Tempo muito curto na história da humanidade.




Fonte: Benjamin Salles Duarte - Engenheiro Agrônomo
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