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Os produtores de trigo do Rio Grande do Sul estão terminando de colher a pior safra da última década. Em consequência, a indústria moageira tende a ampliar suas importações. Estimada pela Emater em 1,2 milhão de toneladas, volume 52% inferior ao de 2016, a safra deste ano sofreu todos os reveses climáticos possíveis, explica o agrônomo Alencar Rugeri. “Teve excesso de chuva, falta de chuva, geada, tudo na hora errada. É um ano para o produtor esquecer”, afirma. O clima ruim influiu na qualidade do trigo colhido e na produtividade, que registrou queda de 47%. “O pior efeito é que o produtor vai se desestimular ainda mais para 2018”, prevê Rugeri.



O presidente da Comissão de Trigo da Farsul e recém empossado presidente da Câmara Temática das Culturas de Inverno do Ministério da Agricultura, Hamilton Jardim, afirma que os resultados são preocupantes, mas estão dentro do previsto. Segundo ele, se não houver uma mudança de estratégia do governo, em 2018 a área plantada do trigo Estado, que neste ano fechou em 699 mil hectares, não deverá passar de 500 mil hectares. “Às oscilações climáticas se somam às más condições de preço e de competitividade no Mercosul”, analisa. Andreas Elter, presidente do Sindicato da Indústria do Trigo, confirma que os moinhos terão de recorrer às importações. A demanda anual de trigo no Estado fica entre 1,7 milhão e 1,9 milhão de toneladas. Em 2016, foram importadas 300 mil toneladas da Argentina. “Teremos de dobrar o volume”, adianta Elter. A colheita já atingiu 97% da área cultivada.




Fonte: Agrolink
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