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As fraudes em produtos de origem animal são uma ameaça à segurança alimentar. Produtos fraudados podem potencializar as Doenças Transmitidas por Alimentos (DTAs), pois, ao suprimir, trocar, alterar ingredientes também tentam mascarar contaminações por microrganismos, portanto, os médicos veterinários alertam para que o consumidor fique atento no dia a dia e nas festas de fim de ano com os alimentos de origem animal (carne, ovos, queijos, leite etc).



De acordo com o CRMV-GO, cerca de 60% dos patógenos e 75% das enfermidades emergentes humanas são de origem animal, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Somente em 2016, 500 surtos causados por DTAs foram registrados pelo Ministério da Saúde em 2016, o que resultou em 9.907 pessoas doentes. Em 2017 já foram contabilizados 133 surtos e 2.014 doentes até agora. “As DTAs causam não só agravos à saúde, mas também prejuízos econômicos com o afastamento de trabalhadores e estudantes de suas funções por um período que pode variar de dois dias a uma semana, em média”, alertou o órgão regulador.



Os médicos veterinários alertam para o papel da indústria de alimentos que é focar na qualidade dos processos e produtos com implantação e monitoramento de programas visando assegurar a qualidade higiênico-sanitária de seus produtos. “O Estado, através de seus órgãos de regulação e fiscalização, deve avaliar a implantação e a execução dos programas de autocontrole para que os alimentos cheguem inócuos à saúde pública, ou seja, à mesa do consumidor”, orienta.



“Infelizmente, devido ao baixo efetivo de servidores nos órgãos de regulação, algumas indústrias e pessoas fraudam alimentos para auferir mais lucros com as vendas. Entre os produtos mais fraudados estão: leite, pescado, carnes (bovinas, suínas e aves) e também o mel.”, revela o segmento.



Aves e embutidos são os alimentos mais adulterados



De acordo com o CRMV-GO, nas carnes, as aves e embutidos (linguiças, mortadelas, presuntos, salsichas) são os que mais sofrem fraudes. “Neste caso ocorre principalmente a injeção de água/salmoura acima do limite permitido, adição de conservantes em excesso, adição de gelo em embalagens e introdução de carne mecanicamente separada (CMS) em produtos não permitidos, como as linguiças frescais”, diz o órgão.



Peru de Natal



O CRMV explica que a fraude em peru ocorre da mesma forma que as ocorrências em frangos. “A fraude neste caso é de fundo econômico, quando a quantidade de água absorvida pela carcaça é maior do que a permitida pela legislação”, revela.



Segundo a lei, a quantidade de água máxima que uma carcaça de ave pode conter após seu processamento no abatedouro é 6 %. Ou seja, em um peru de 4 kg, deve haver no máximo 240 g de água que foi absorvida durante o pré-resfriamento.  Existe uma normativa que regula este assunto: PORTARIA N° 210 DE 10 DE NOVEMBRO DE 1998, do Ministério da Agricultura (MAPA)







 




Fonte: Avicultura Industrial
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