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Na Argentina, o plantio dos cultivos de verão avança em distintos graus e com impacto no mercado por conta das perspectivas e previsões climáticas. A soja tem 53% da superfície plantada, de acordo com o boletim da Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) em seu último Panorama Agrícola Semanal (PAS). Assim, falta plantar 47% da superfície total estimada, equivalente a 8,5 milhões de hectares. Contudo, como escreve o diretor da AgriPac Consultores, Pablo Adreani, ao jornal La Nación, o país está entrando na segunda quinzena de dezembro sem perspectivas de chuvas à vista.



Para o milho, o plantio chegou a 40% e falta plantar outros 60%, área esta que é equivalente a 3,25 milhões de hectares. O plantio de milho está adiantado em 6% em relação ao ano passado, mas muitas zonas produtoras não possuem umidade suficiente nos primeiros centímetros do perfil de solo para poder plantar, fato que também se reflete na soja.



Na análise macro, falta plantar quase 12 milhões de hectares entre soja e milho. Se possível, esse plantio deve ser feito ao longo do mês de dezembro. "Nesta semana, se não houver chuvas de importância, ficarão apenas duas semanas dentro das quais poderemos plantar. Essa situação é extraordinária e poderia ser um fator letal para o mercado", escreve Adreani.



As principais previsões para 30 dias dão conta de que poderá haver apenas um dia com chuvas durante dezembro, dependendo da zona, e se prevê algumas chuvas durante a última semana do ano no centro de Córdoba e na zona de Río Cuarto. Com este panorama, que não é muito generoso em quantidade e cobertura, a Argentina está diante de uma situação bastante crítica, como aponta o consultor. "Estamos em pleno mercado climático e, se não vier um milagre, estamos diante de uma situação inédita para o nosso país. Estão em risco 50% dos hectares de plantio de verão", destaca.



Adreani acredita, assim, que se a seca continuar, "não há dúvidas de que teremos, daqui em diante, um dos mercados mais voláteis [na Bolsa de Chicago] e extraordinários dos últimos anos, cujos preços são impossíveis de prever. Enquanto tudo isso continua, o produtor segue "sentado" sobre o milho e a soja", comenta, lembrando que os produtores argentinos aguardam para vender e que há mais de 12 milhões de toneladas de soja disponível que não foram negociadas.




Fonte: La Nación
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