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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o USDA, divulgou na tarde desta terça-feira (12) seus últimos relatórios de produção, oferta e demanda internacional em 2017.



Após surpreender o mercado com um aumento acima do previsto em relação aos rendimentos médios de milho nos EUA, o documento de dezembro manteve essencialmente os números divulgados no mês anterior.



Com a colheita de soja já encerrada no país e os trabalhos de campo praticamente concluídos com o milho, o relatório marca o que deve ser o fechamento do ciclo 2017/18.



De acordo com o USDA, a produção norte-americana é estimada em 120,44 milhões de toneladas para a oleaginosa (aumento de 3,01% no comparativo com a campanha anterior, um novo recorde sustentando pelo ganho em área) e 370,29 milhões de toneladas para o cereal, em virtude da redução da extensão dedicada ao cultivo, mesmo com as maiores produtividades da história.



Para a safra brasileira, o departamento acredita que a colheita fique em 108 milhões de toneladas de soja (-5,35%) e 95 milhões de toneladas de milho (-3,55%), contando as safras de verão e de inverno.




Estoques



O estudo do USDA afirma ainda que, em virtude de um aumento sobre o que era esperado para o consumo doméstico dos EUA, os estoques de milho no país fecharão a temporada 1,27 milhão de toneladas abaixo do previsto, com 61,92 milhões de toneladas.



Para a soja, a diminuição no ritmo das exportações – em virtude da perda de competitividade em relação ao grão vindo do Brasil, cuja disponibilidade é alta mesmo na entressafra - fará com que os estoques finais aumentem na comparação com a estimativa anterior, passando de 11,57 milhões de toneladas para 12,12 milhões de toneladas.



Palavra do especialista: Camilo Motter, analista da Granoeste


O relatório de dezembro geralmente não traz novidades, não mexe na produção, só faz alguns pequenos ajustes. O relatório final da safra norte-americana é de janeiro. Para a América do Sul, o que conta é o andamento do plantio, em um ano de irregularidades climáticas. Mas isso não tem afetado em nada os níveis até o momento, muitos cálculos são feitos com base na média histórica. A partir do próximo relatório, já começamos a ter uma noção de campo.



Houve esse aumento de estoques, mas bem dentro do esperado. No estoque mundial de milho, esperava-se alguma queda – mas veio subindo de 202,7 milhões de toneladas para 203,9 milhões de toneladas. Mas, em regra geral o relatório foi extremamente neutro. Diz-se que são informações de vida curta.


A partir de agora, vamos olhar duas coisas: o clima na América do Sul, sobretudo no Sul do Brasil, Argentina e Paraguai. No Paraguai, há registros de lavouras já danificadas pelo sol, estiagem, são relatos de problemas mais sérios. O clima é um fator determinante, principalmente em ano de La Niña; e segundo fator é o cambio, pela dificuldade do governo em aprovar as reformas, tem tudo para ficar para o ano que vem, afugentando capitais.



Sobre o clima especificamente, até agora podemos dizer que a situação é preocupante, mas ainda não é possível falar em perdas. As chuvas na Argentina e no Sul do Brasil são esperadas para daqui a seis dias.


A questão é: as previsões se mantêm? Estamos tendo sol o dia inteiro. São 14 horas de sol, o que vai sugando umidade do solo. Aqui no Oeste do Paraná, outro ponto importante: choveu muito em novembro, então a planta não enraizou como deveria. E agora tem a estiagem. Então podemos ter problemas. A dimensão do problema é que vai determinar o preço.



Este relatório não trouxe novidades, mas em janeiro podemos ter números diferentes e surpreendentes para os Estados Unidos e para a América do Sul.






Fonte: Agrolink
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