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Carnes, carnes, fotos atualizadas Especialistas brasileiros participaram de uma missão pela Europa, no período de 5 a 16 de dezembro, com o intuito de conhecerem e compartilharem as melhores práticas de combate ao desperdício de alimentos no final da cadeia alimentar, além das campanhas de comunicação realizadas e as plataformas público-privadas que foram estabelecidas em alguns países da União Europeia. A agenda da comitiva teve início em Bruxelas, seguindo depois para Haia, Wageningen, Copenhagen, Banbury e Paris.



“O foco desta missão foi promover o diálogo entre o Brasil e a União Europeia para que pudéssemos conhecer as melhores práticas locais em relação à destinação de resíduos alimentares, além de identificarmos como podemos influenciar políticas públicas em nosso país para reduzirmos o desperdício de alimentos”, afirma Gustavo Porpino, coordenador de comunicação da Embrapa e responsável operacional deste projeto, que tem o apoio dos Diálogos Setoriais.



Essa missão faz parte do projeto aprovado no âmbito da Iniciativa de Apoio aos Diálogos Setoriais União Europeia – Brasil e a cooperação obtida entre os membros servirá para o modelo que o Brasil está construindo para alcançar a meta 12.3, que é de reduzir pela metade o desperdício de alimentos até 2030. A meta faz parte do objetivo 12 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) para assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis. Os ODS foram definidos pela Cúpula das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável em 2015.



Próximos passos para o Brasil



Um dos desafios enfrentados no Brasil em relação ao desperdício de comida é a falta de dados quantitativos. As estatísticas utilizadas até o momento são da FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations) e referem-se a toda América Latina – 28% das perdas acontecem no início do processo e 28% no final da cadeia –, problemas enfrentados pelo país, mas ainda sem o conhecimento desses percentuais. 

Como parte do projeto em parceria com a UE, será desenvolvida uma pesquisa para mensurar o desperdício de comida, que poderá utilizar a metodologia criada pela Wageningen University, focada na busca por informações que possam subsidiar a criação de políticas públicas que incentivem o combate ao desperdício de comida em toda cadeia e permitam a criação de campanhas de comunicação que conscientizem e mobilizem o público em relação ao tema.



“Além dessa pesquisa, que pretendemos lançar em julho de 2018, estamos planejando também a realização de um workshop para que possamos debater políticas públicas que incentivem toda a cadeia no combate ao desperdício de alimentos. É imprescindível que toda a sociedade perceba a relevância deste tema, e que juntos, a partir da união de todos os stakeholders envolvidos (consumidores, governo, setor privado), consigamos reduzir a burocracia para que o varejo e a indústria alimentícia doem mais alimentos, fortalecendo assim os Bancos de Alimentos e promovendo maior segurança alimentar para a população de baixa renda”, conclui Porpino



Participaram desta missão Kathleen Machado, coordenadora de equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional do Ministério de Desenvolvimento Social; Carolina Siqueira, analista do programa alimentação e agricultura da WWF-Brasil; Gustavo Porpino, coordenador de comunicação da Embrapa e responsável do projeto no âmbito dos Diálogos Setoriais UE-Brasil; Aline Bastos, analista de comunicação da Embrapa Agroindústria de Alimentos e Rui Ludovino, ministro conselheiro da Delegação da União Europeia no Brasil (DELBRA). Todos têm envolvimento com iniciativas voltadas para a redução do desperdício de alimentos no final da cadeia agroalimentar.







 




Fonte: Redação AI
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