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Os mercados existem há milhares de anos nos continentes da Terra, pois há sempre quem quer comprar, vender, barganhar ou trocar, e esses cenários diversificados foram ficando cada vez mais complexos e exigentes ao longo dos séculos e desvendados pelos pesquisadores, cientistas e economistas na análise do comércio por vias interna e externa.



 Hoje, capitaneado pelo agronegócio, um conceito norte-americano havido na década de 1950, a visão restrita de produto agropecuário foi superada, resultou no entender sobre as cadeias produtivas, e mais recentemente no eixo dos sistemas agroalimentares do campo à mesa do consumidor e seus desdobramentos também nos cenários das ofertas dos produtos de base florestal.



A adoção de inovações científicas e tecnológicas nas atividades agrossilvipastorís, geradas pela pesquisa, é um processo dinâmico e exigente na medida em que os produtores rurais estão submetidos aos ciclos biológicos reprodutivos e produtivos das culturas, criações, e também ao clima e suas projeções nem sempre matemáticas. Entretanto, há que se fazer inteligentes parcerias com os recursos naturais via a adoção de boas práticas sustentáveis, para que se possa lograr, num horizonte de tempo, um balanço ambiental positivo nos agroecossistemas em níveis de estabelecimentos rurais e nas bacias hidrográficas e suas malhas hídricas.  O produtor está ligado por um cordão umbilical de aço ao solo, à faúna e flora, associados, nos domínios das paisagens rurais e não existe impacto zero em nenhuma atividade humana em relação à natureza.



Mas, inovar custa dinheiro para quem planta, cria, abastece e exporta, o que determina um foco permanente na rentabilidade econômica como conceito e prática. É fácil? Não, mas determinante nos negócios agropecuários e florestais, segundo o pesquisador da Embrapa Eliseu Alves. As matérias-primas agropecuárias e florestais, isoladamente, têm baixo valor agregado, o que recomenda avançar nos processamentos industriais e agroindustriais, no que couber, e sintonizados com as demandas dos consumidores e suas preferências, que transitam pela regularidade das ofertas, segurança alimentar e preços acessíveis.



Entretanto, a modernização do agronegócio, numa perspectiva de tempo, será influenciada também pelas exigências dos mercados externos a exigirem um controle cada vez mais sofisticado e norteado pelas políticas de vigilância sanitária animal e vegetal em todas as etapas das culturas, criações, comercialização e consumo, incluindo-se o setor de base florestal, ao que se agregam os cenários da sustentabilidade dos recursos naturais, tema polêmico e globalizante.



Assim, os encargos sobre os empreendedores rurais não param de crescer e sem falar nos ambientalistas de plantão nem sempre bem informados sobre as coisas do campo, sua missão estratégica e sua gente laboriosa.

Evidentemente, que os ganhos nas atividades agrossilvipastoris já foram substantivos, mas, ainda há muita coisa para se fazer nessa lógica; políticas públicas, pesquisa, assistência técnica eficiente, adoção de inovações, gestão para resultados, logísticas operacionais, renda e qualidade de vida nas paisagens rurais de Minas Gerais e do Brasil, pois a urbanização tem seus próprios limites de crescimento e nem todo mundo poderá viver nas cidades. Contudo, é curioso assinalar que em Juiz de Fora, com 563,8 mil habitantes, na Zona da Mata mineira, apenas 1,1% dos habitantes moram no campo (IBGE – estimativa de 2017).



O empreendedor rural, mesmo acessando as inovações, é insubstituível na tomada de decisão em seus negócios agropecuários e a robotização total no campo é apenas um “mito.” Além disso, verifica-se que a regionalização e a concentração da produção agropecuária, segundo estudos e pesquisas da Embrapa, poderá ter seus efeitos colaterais na agro economia e sem subestimar os presumíveis benefícios dessa concentração, que caminha substantiva.



Assim posto, sempre emergirá a mesma pergunta; qual o “Norte” do agronegócio brasileiro, pois ele deve conciliar as políticas agrícolas e florestais e continuar marcando emblemática presença nos cenários econômicos interno e externo? Um desafio para os atores públicos e privados! Além disso, pode-se novamente afirmar que a disponibilidade de água e acesso aos alimentos serão dois entre os maiores desafios no viger desse século 21.




Fonte: Benjamin Salles Duarte - Engenheiro Agrônomo
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