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A ciência desenvolveu uma série de insumos para a nutrição animal que permite a redução do uso de antibióticos na ração





Os avanços tecnológicos na indústria de rações não apenas levaram a ganho na nutrição e no combate a doenças nos animais, mas reduziram o impacto ambiental e reduziram a necessidade de espaço para a criação. “A tendência é elevar a produtividade pela inovação. Temos estudos de campo que mostram que os aditivos colocados hoje na ração são capazes de manter o mesmo índice zootécnico, mas com descarga poluidora menor, orgânica e de gases”, diz o vice-presidente executivo do Sindirações (Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal), Ariovaldo Zani.



Em tempos de novas fases da Operação Carne Fraca, com a última deflagrada no último dia 5 por suspeita de fraudes em laudos laboratoriais, ele diz que a ampla maioria das empresas é idônea e que o setor não pode ser prejudicado por alguns. “Surgiram dificuldades no primeiro semestre do ano passado por problemas que ocorreram em algumas plantas de abate, que gerou restrições internacionais ao Brasil. Isso exige um trabalho forte de comunicação para desmistificar isso”, cita o executivo.



Para tranquilizar o consumidor de carne, ele afirma que a definição de quais aditivos usar na ração leva em conta a opinião pública, mesmo que o senso comum contradiga estudos científicos. “No mundo, sempre se viu o uso de antibióticos, mas há o desejo do consumidor de que se use menos antibióticos e a ciência desenvolveu uma série de insumos para isso”, conta Zani. Os principais são os pré e probióticos, que são sintetizadores por fermentação. “Tudo é influência dos avanços na nutrição e do melhoramento genético dos animais, que se convertem em peso.”



ATUALIZAÇÃO CONSTANTE

Produtor de leite em Londrina, Valdeir Martins atua como fornecedor direto ao consumidor do produto tipo A. Pela preocupação com a qualidade, ele mantém uma parceria com uma fabricante de ração, que entrega o produto com a composição de acordo com a necessidade do gado dele. “Nosso produto é diferenciado e a demanda é maior do que nossa produção. Como a propriedade não é muito grande, tentamos melhorar a produtividade”, diz, ao lembrar que também usa o melhoramento genético.



O proprietário do Rancho Seleção cria 200 fêmeas, das quais 80 estão em produção no momento. Ele diz que prefere comprar tudo o que fornece ao gado. “Uso ração pronta concentrada, para fechar o balanço, e dificilmente conseguiria produzir do mesmo jeito dentro da propriedade.”



PRODUÇÃO PRÓPRIA

O gasto com a alimentação animal é determinante para definir se o produtor terá lucro ou prejuízo e não é incomum que o agricultor produza a ração dentro da propriedade. Porém, especialistas dizem que a prática gera mais riscos do que vantagens. Ainda, afirmam que, caso seja essa a opção, o melhor é ao menos contar com uma assistência técnica.



A fabricação dentro da porteira exige a aquisição de equipamentos, como moedor de grãos, misturador, ensacador e balança eletrônica. Há ainda exigências sanitárias, segundo normas do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e, claro, o maior trabalho. (F.G.)




Fonte: Portal Lácteo
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