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O Banco Mundial, fevereiro de 2017, divulgou os Produtos Internos Brutos (PIBs) relativos ao ano de 2016, que foram os seguintes; os EUA com US$ 18,03 trilhões; a China US$ 11 trilhões; o Japão US$ 4,38 trilhões; a Alemanha US$ 3,36 trilhões; o Reino Unido US$ 2,86 trilhões; a França US$ 2,42 trilhões; Índia US$ 2,09 trilhões; Itália US$ 1,82 trilhão; o Brasil com US$ 1,77 trilhão e o Canadá com US$ 1,55 trilhão. Esses 10 maiores PIBs somam US$ 49,28 trilhões, e somente o dos EUA e da China, conjuntos, atingem US$ 29,03 trilhões ou 58,90% do total, e lideram em 2016. Entretanto, a Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece 193 países, entre os desenvolvidos, emergentes, e os considerados pobres.



Assinale-se que a Alemanha, com um território de 357 mil km2, contra 586,5 mil km2 de Minas Gerais, arrasada na 2ª Grande Guerra Mundial, conflito terminado em 1945, consolidou um PIB de US$ 3,36 trilhões em 2016, e o Brasil, com 8,51 milhões de km2, obteve US$ 1,77 trilhões. Uma comparação apenas didática, tangencial, sem emitir juízo de valor, que sugere o quanto o País deve crescer ao reunir muitas condicionantes e possibilidades na disputa por outras posições de destaque entre as 10 maiores potências econômicas do mundo.



Ora, pode-se argumentar que a Alemanha é muito antiga, milenar desde sua origem primeira. Correto! Os EUA foram descobertos em 1492, e o Brasil em 1500. Uma diferença de apenas 8 anos, e abordagens mais consistentes cabem aos economistas e historiadores.



E mais; a participação desses 10 países na economia mundial é a seguinte; EUA, com 24,32%; China 18,84%; Japão 5,91%; Alemanha 4,54%; Reino Unido 3,85%; França 3,26%; Índia 2,83%; Itália 2,46%; Brasil 2,39%; e Canadá, com 2,09%. Assim, com base nesses dados, EUA, China, Japão, Alemanha e Reino Unido, somados, respondem por 57,46% das riquezas totais geradas no mundo em 2016. Configura-se uma visível concentração de poder econômico!



Além dos mercados pendulares ou não, esses países, conforme os recursos alocados, governamentais e privados, investem na ciência e tecnologia, educação, nas logísticas operacionais, e devem assimilar que a globalização para tecnologias, produtos e serviços, entre avanços e retrocessos, sinaliza ser um cenário vigoroso e competitivo no século 21. Além disso, muitos temas controversos serão colocados à mesa para debates, acordos e resultados pactuados, e que englobam também a produção de alimentos, distribuição e o consumo, as mudanças climáticas, a oferta de fibras, bioenergia, e a gestão das águas, com a adoção de boas práticas em nível de campo, e nas bacias hidrográficas, sustentáveis.



O Brasil, sem dúvida alguma, não ficará a reboque da história se houver determinação, coragem para mudar, lideranças autênticas, pesquisa de ponta, desburocratização, gestão para resultados, menos impostos, sociedade antenada com o futuro, e estimular a reconhecida capacidade do brasileiro para aprender via educação de qualidade e a troca de saberes, compartilhadas. São milhares de bons exemplos havidos e por haver nesse país continental!



E mais; nos cenários do agronegócio, lembre-se que na primeira metade da década de 1970 o Brasil era um importador de alimentos, até de feijão preto, do México, e desde então, os mercados e as inovações aqueceram as crescentes safras agrícolas, numa curva ascendente, assegurando o abastecimento interno e as exportações superavitárias. No ano passado, o superávit nas exportações do agronegócio brasileiro foi de US$ 81,86 bilhões, e a agricultura respondeu por 60% do crescimento do PIB nacional, que foi da ordem de apenas 1%. Tímido.



Outrossim, a pesquisa foi estratégica ao gerar as novas tecnologias indispensáveis para ser compartilhadas através da assistência técnica, pública e privada, com os produtores e empresários da agrossilvipecuária, que transformam os conhecimentos científicos em produtos agrícolas, pecuários e florestais nos domínios de milhões de estabelecimentos rurais no Brasil. Aqui não se fala de lucros e perdas, mas não há risco zero em nenhuma atividade econômica, e no campo não seria diferente. 




Fonte: Benjamin Salles Duarte - Engenheiro agrônomo
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