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Uma pesquisa conduzida há três anos pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em cooperação com a Companhia Riograndense de Saneamento do Rio Grande do Sul (Corsan), comprovou que o lodo de estações de tratamento de esgoto pode se tornar substrato para plantas. O lodo, devidamente higienizado, apresentou resultados de produtividade de fitomassa entre 10% e 20% superiores a alguns substratos comerciais utilizados como referência nas avaliações.



Os resultados são de um trabalho-piloto realizado com lodos de quatro diferentes regiões do Rio Grande do Sul. A pesquisa tem objetivo de contribuir para a sustentabilidade ambiental, já que desenvolve formas de tratamento viáveis para os lodos de estação de tratamento de esgoto, também chamados de Letes. 



O próximo passo para o avanço da pesquisa são os estudos de zoneamento. Adalberto Koiti Miura, pesquisador da Embrapa, explica que eles são importantes para definir quais territórios são aptos a receber os resíduos sólidos de saneamento urbano. "Será apresentado um mapa, indicando quais são as áreas onde não há restrições para o uso destes subprodutos, alternativas para a sua destinação, avaliação sobre o raio econômico para o uso dos insumos derivados com base nos custos de oportunidade e logísticos de transporte", afirma.



O projeto espera reaproveitar os mais de 140 mil metros cúbicos de lodos úmidos que são gerados anualmente pela Corsan. Ele segue exemplos como o da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), que destinou 107 mil toneladas de Lete em forma de adubo a pequenos e médios agricultores entre 2011 e 2013. Essa quantidade possibilita que mais de dez mil hectares sejam fertilizados, gerando uma economia de mais de dez milhões de reais para os produtores.




Fonte: Agrolink
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