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O pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Leandro Vargas, doutor em Fitotecnia, rebateu em artigo da revista Agronalysis a comum afirmação de que os transgênicos geram resistência aos herbicidas. “Acontece que, entre as plantas há grande variabilidade genética e algumas, raríssimas, naturalmente apresentam a resistência. Se, safra após safra o agricultor usa sempre o mesmo mecanismo de controle, em algumas gerações terá eliminado todas as plantas sensíveis e selecionado as resistentes. Com o passar dos anos, elas podem se tornar maioria”, disse Vargas.



Ele também relatou que no ano de 1993 foi registrado o primeiro caso de resistência no Brasil, cinco anos antes da aprovação do primeiro transgênico. Em 2003, o custo médio de controle de plantas daninhas em áreas sem esse problema era de R$ 62, as que já tinham esse problema tinham um custo médio de R$ 285 – 350% a mais. “Isso fez com que os produtores de soja convencional, à época, consideram insustentável a continuidade da lavoura da oleaginosa”, lembrou Vargas.



O pesquisador ainda afirmou que a introdução da soja tolerante ao glifosato serviu diminuir o problema com plantas daninhas resistentes no Sul e no Cerrado.  “Essa tecnologia foi muito interessante para resolver ou minimizar os problemas agronômicos relacionados resistência, e não para causá-los ou para piorá-los”, opinou.



Para Vargas, o problema está no uso de qualquer mecanismo de maneira inadequada, como doses erradas ou adoção repetida de princípios ativos. “Esse processo não tem relação com o fato de uma cultura ser transgênica ou não. Nesse cenário, é imperativo que o problema da resistência seja enfrentado com planejamento e uso do manejo integrado de plantas daninhas”, resumiu.




Fonte: Agrolink
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