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O Instituto Nacional de Alimentos e Agricultura do USDA anunciou um fundo de US$ 500 mil para pesquisadores do Departamento de Ciências de Cultivos da Universidade de Illinois. O projeto vai colocar o trabalho de campo para desenvolver um novo tipo de controle de pragas, conhecido como controle genético, para Amaranthus tuberculatus e Amaranthus Palmeri.



“Atualmente, nós usamos estratégia de controle químico, físico, cultural e biológico para reduzir a população de pragas. Uma estratégia de controle genético seria uma forma de introduzir controles genéticos específicos que poderiam mudar e finalmente eliminar essa população”, diz Pat Tranel, um cientista molecular de pragas, responsável interinamente pelo Departamento de Ciências dos Cultivos da Universidade de Illinois e pesquisador principal do fundo.



A ideia de usar técnicas de modificação genética para mudar a proporção sexual – a proporção de machos para fêmea – em populações de Amaranthus. Teoricamente, com a manipulação genética correta, cada acasalamento resultado em apenas descendentes masculinos. Se isso ocorresse durante múltiplas gerações, todos os indivíduos dessas populações seriam eventualmente machos. A reprodução cessaria e as populações acabariam.



O conceito é similar a controversa estratégia sendo testada para controle de mosquito. Neste caso, quando machos geneticamente modificados são liberados e cruzam com fêmeas normais, o descendente morre antes da maturidade. A estratégia, segundo os proponentes, poderiam reduzir a incidência de Zila, malária e outras doenças com vetores de mosquitos.



Tranel diz que uma estratégia similar em caruru poderia evitar perdas significativas de cultivos em função de que as pragas resistentes a herbicidas estão cada vez menos responsivas às estratégias de controle existentes. Mas ele é rápido em pontuar que há muito trabalhar a fazer antes que ele e seu time possam testar à prova o conceito.



Os pesquisadores primeiro precisam identificar os genes que controle a herança de gênero nas duas pragas. Eles já se tropeçaram no local de um genoma de algumas fêmeas de Amaranthus que leva a um descendente macho não-viável, mas eles ainda não confirmaram exatamente como funciona ou se desenvolveu a tecnologia para colocar essa região de gene em uma outra planta.



Mesmo se o projeto e a futura pesquisa resultarem uma estratégia de controle genético para as pragas, Tranel diz que os produtores ainda precisarão depender de manejo proativo usando todas as ferramentas disponíveis.



“Você usaria primeiro todas as práticas normais de controle de pragas para estar livre de plantas de Amaranthus que possam. Digamos que você termine com cinco fêmes por acre que semearão; agora você na verdade tem a chance de inundar e polinizar essas cinco fêmeas. Eu nunca veria isso como uma substituição de todas as outras estratégias”, disse o pesquisador.




Fonte: Agrolink
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