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Nos sistemas agroalimentares do campo à mesa do consumidor é estratégico e indispensável o setor supermercadista mineiro e nacional ao gerar empregos e abastecer milhões de brasileiros na diversidade socioeconômica dos estados da Federação. Segundo a Associação Brasileira dos Supermercados (Abras), em 2017 as vendas atingiram R$ 353,2 bilhões ou US$ 110,6 bilhões, a preços correntes, ou 5,4% do PIB brasileiro, com uma logística de 89,3 mil lojas emprega diretamente 1,82 milhão de pessoas, e criou mais 20 mil vagas de trabalho em 2017.



No caso de Minas Gerais, 2017, esse faturamento foi da ordem de R$ 34,7 bilhões, 2º lugar em nível nacional, e empregou diretamente 190.400 pessoas em 7.173 lojas (Amis). Ora, pode-se presumir que minimamente 55% resultem das vendas de alimentos in natura, processados e agroindustrializados, o que revela uma dependente sintonia, no que couber, com o desempenho da agricultura, pecuária, horticultura e fruticultura.



Noutro cenário, não menos importante, o setor de panificação e confeitaria, em nível nacional, no ano passado, movimentou R$ 90,3 bilhões, a exigir, entre outras matérias-primas, a regular oferta de trigo, e trigo é agricultura. E as bebidas fermentadas, entre elas as cervejas, os vinhos, e as destiladas como as exponenciais cachaças mineiras! O mundo da agropecuária não tem fronteiras e as dependências do urbano com o rural, sistêmicas, são caminhos de mão dupla e realidades, convergentes, plenamente mensuráveis no produzir, abastecer e exportar.



Minas Gerais ainda abriga 85% da população nas áreas urbanas, que é um processo irreversível numa série história, quando, em 1950 havia 70% da população vivendo nas áreas rurais do Estado. O que houve, então? Tracionados pelos mercados, estimulantes, os produtores ao adotarem as inovações tecnológicas geradas pela pesquisa obtiveram ganhos significativos de produtividade e qualidade nas culturas e criações, mas, deve-se entender que a lucratividade é determinante à adoção ou até à rejeição das inovações propostas em nível de campo.



Segundo o pesquisador Eliseu Alves, ex-presidente da Embrapa, “das conjecturas decorrentes da exaustiva análise do Censo Agropecuário de 2006 e dos Censos Demográficos, consultados, podem-se deduzir que; a concentração da produção vai se agravar; a população residente no meio rural e o emprego rural serão cada vez menos expressivos, bem com as políticas de transferência de renda, que também procuram deter o êxodo rural, continuarão sendo, neste aspecto, derrotadas pelas forças do mercado, e incapazes de atenuarem seus efeitos. Na safra de grãos 2017/18, o Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás devem responder por 69% da oferta brasileira, e os ganhos de produtividade crescem desde o Censo de 2006.



E mais, se não forem atenuadas ou removidas as imperfeições de mercado, pelas quais a pequena produção vende mal o que produz e, da mesma forma, compra mal os insumos, a solução do problema da pobreza rural via agricultura continuará sendo inviável!” Minas Gerais abriga 437.415 estabelecimentos rurais, que podem ser enquadrados nos perfis da agricultura familiar num universo de 551.617 recenseados em 2006 (IBGE).



É presumível também, segundo Alves, “que os centros urbanos e os mercados externos, por seus consumidores, exigências, e rendas per capitas, que estimulam o consumo de alimentos, definam num futuro próximo os cenários das atividades agrossilvipecuárias nos contextos da economia rural mineira e nacional nas artes de criar, plantar, abastecer, agro industrializar, exportar, e conservar os recursos naturais nos processos sustentáveis.” 




Fonte: Benjamin Salles Duarte - Engenheiro agrônomo
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