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A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) conseguiu junto à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) disponibilizar modalidade Leilão de milho aos criadores filiados ao Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais (Sican), ao público do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), às cooperativas, associações e demais agentes. Ao todo, foram liberadas 200 mil toneladas do cereal e, segundo dados da Conab, cerca de 30% da oferta, o equivalente a 58 mil toneladas, foram vendidos no dia 27 de abril. As operações fazem parte da estratégia do governo federal de atender a demanda dos criadores devido ao alto preço do cereal no mercado, resultado de especulações.



O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, reforçou que a Portaria, publicada no dia 19 de abril, que autorizou a liberação dos leilões, foi vista com bons olhos e reconheceu o esforço por parte do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para atender o setor.  “Mais uma vez o Ministério está atento às demandas da suinocultura, visto que o Leilão de milho foi um pleito da ABCS junto à Pasta. Entretanto, a modalidade não vai conseguir atender de forma ampla os suinocultores, já que os estoques de milho estão no estado do Mato Grosso e a maior parte da produção se encontra nos estados da Região Sul”.



No primeiro anúncio do Leilão, houve a expectativa de liberação de milho estocado nos estados do Mato Grosso (MT) e Santa Catarina (SC), porém, apenas o milho mato-grossense foi liberado. Segundo o analista de mercado da Conab, Thomé Guth, o milho estocado nos estados do Sul é destinado a atender a modalidade de venda balcão e não os leilões. "Para ser realizado Leilão dos estoques existentes na região sul do país seria necessária uma nova Portaria autorizando esta operação", explicou. Para o presidente da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Losivanio Luiz de Lorenzi, o Leilão não foi eficaz para os suinocultores desta região do país. “Hoje não temos competitividade para subsidiar o frete do cereal disponibilizado no Mato Grosso, ou seja, a modalidade atendeu o setor em partes”.



Lopes explicou que um dos pleitos da entidade nacional ao MAPA e ao Ministério da Fazenda é a necessidade de se realizar a subvenção econômica do milho, por meio de leilões de Valor de Escoamento de Produto (VEP). “O VEP com certeza atenderá os produtores da região centro sul do país, pois é uma maneira de escoarmos o cereal sem que o produtor arque com o alto custo do frete”.



Para o diretor executivo da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Custódio Rodrigues, a medida foi morosa. “Acredito que o edital do Leilão poderia ter saído antes, pois daqui uns dias já estamos colhendo o milho safrinha e consequentemente as especulações vão diminuir". O diretor pontuou ainda sobre o preço cobrado pelo cereal no Leilão. “O produtor pagou quase o valor que o mercado estava vendendo – R$ 27,00, esperávamos preços menores”, ressaltou.



De acordo com informações da Conab, ainda serão realizados outros Leilões de milho.  O próximo está marcado para o dia 8 de maio e haverá uma oferta de mais 200 mil toneladas. A Companhia foi autorizada pelo Conselho Interministerial de Estoques Públicos de Alimentos (Ciep) a vender até 1 milhão de toneladas do cereal.




 






 




Fonte: ABCS
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