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Um estudo realizado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária de São Paulo  (Embrapa/SP) descobriu um grupo de bactérias que têm capacidade de fazer com que as plantas sofram menos com os efeitos da seca. Os resultados mostraram que os microrganismos são capazes de diminuir o estresse hídrico na soja, milho e trigo. 



Por enquanto a pesquisa está se limitando a esses três tipos de cultura, mas a ideia dos cientistas da Embrapa é expandi-la e torná-la eficiente para todos os produtos agrícolas, principalmente em locais de clima semiárido. Itamar Melo, pesquisador do instituto, afirma que as culturas comerciais estão tendo prioridade nesse início de estudo.“Por enquanto, só existe essa pesquisa sobre essa tecnologia em agricultura tropical, a qual, de fato, sofre maior impacto da seca”, justifica. 



O mecanismo funciona de forma que as bactérias, ao se infiltrar no sistema radicular das plantas sob estresse gerado pela falta d’água, produzem novas substâncias que são capazes de hidratar as raízes. O segredo, conforme Melo, é o procedimento diferenciado na hora da plantação da semente. “Eles são agregados multicelulares que aderem à superfície das raízes por meio da produção de substâncias,como os expolissacarídeos, proteínas e DNA. Essas bactérias são misturadas às sementes por ocasião do plantio, em uma suspensão líquida, que pode ser água”, explica. 



Este estudo foi baseado na caatinga, que é um bioma exclusivamente brasileiro e é encontrado apenas no semiárido. Este tipo de vegetação apresenta bactérias com alta resistência a longos períodos com falta de chuva. As amostras foram coletadas nos estados do Ceará, Bahia, Piauí, Paraíba e Rio Grande do Norte. 




Fonte: Agrolink
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