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Os produtores rurais brasileiros já contabilizam prejuízos de R$ 6,6 bilhões em decorrência dos protestos de caminhoneiros, que se arrastam desde o dia 21, afirmou em nota a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). “Este prejuízo é apenas na produção primária, sem considerar ainda o processamento, as indústrias e a parte de insumos, que estão tendo prejuízos severos. E ainda fora o que está por vir, porque a recuperação não é imediata”, destacou no comunicado o superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi. Para ele, o tempo que o produtor deve levar para se reestruturar é de seis meses a um ano. “Animais estão morrendo, alimentos perecíveis como hortaliças e leite são desperdiçados. O impacto é econômico, social e ambiental”, afirmou Lucchi, que prevê um “caos extremo” na produção de alimentos se as manifestações continuarem.



Café







A indústria de café do Brasil, maior produtor e exportador mundial, está perdendo até R$ 70 milhões por dia em decorrência dos protestos de caminhoneiros, disse ontem um representante do setor, em meio à menor disponibilidade da commodity. “O café está passando por um momento muito difícil, pois as empresas em geral nesta semana têm declarado que estão com a produção parada”, afi rmou o diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Nathan Herszkowicz. O mais recente Índice de Oferta de Café para a Indústria (Ioci), divulgado nesta terça-feira pela Abic e referente à semana passada, mostra que a disponibilidade do produto voltou a fi car seletiva, ou seja, não há oferta regular para as empresas.



Carne bovina


Praticamente todas as unidades produtoras de carne bovina do Brasil estão paradas em decorrência dos protestos de caminhoneiros, e 40 mil toneladas do produto deixaram de ser exportadas até agora, o equivalente a US$ 170 milhões em receita que deixou de ser gerada, disse ontem a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). Segundo a entidade, das 109 plantas de produção no país, 107 estão paradas, sendo que as outras duas operam com menos de 50% da capacidade. Além disso, até ontem, 3.750 caminhões carregados estavam parados nas rodovias do Brasil, a maioria com mais de sete dias na estrada, com cargas perecíveis que incluem carne com osso.



Esses produtos devem começar a perder a validade a partir de hoje, inviabilizando consumo, perdendo embarques e licenças de exportação, frisou a Abiec. “Os dados ainda são preliminares e muitos prejuízos ainda não foram contabilizados, mas é certo que somente a cadeia produtiva da pecuária de corte já deixou de movimentar valores da ordem de R$ 8 bilhões a R$ 10 bilhões”, acrescentou a Abiec. A Associação Brasileira de Frigorífi cos (Abrafrigo) estimou que, com a paralisação dos caminhoneiros, o setor de carne bovina deixou de movimentar em nove dias R$ 4,5 bilhões tanto nas operações para o mercado interno como nas exportações.


 


O presidente executivo da entidade, Péricles Salazar, disse, em nota, que os países importadores já começam a questionar a capacidade do País de cumprir os contratos de exportação.





 







 







 






Fonte: Agrolink
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