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Um estudo da Universidade Estadual Paulista (Unesp) identificou uma série de 29 fungos isolados de amostras de solo e sedimentos marinhos da Antártida capazes de proteger as plantas do cancro cítrico. A doença é causada por bactérias do tipo Xanthomonas e afeta todas as culturas cítricas causando a queda prematura dos frutos. 



De acordo com os realizadores do projeto, intitulado “Potencial biotecnológico de metabólitos secundários de fungos da Antártica com atividade contra bactérias fitopatogênicas”, a ideia surgiu do fato de não existirem métodos eficazes para o combate e eliminação desse tipo de doença. Segundo Daiane Cristina Sass, professora da Unesp na cidade de Rio Claro, o grupo trabalha buscando alternativas biológicas para o controle de doenças. "Nosso grupo trabalha na busca de microrganismos que produzem compostos com ação antibacteriana para uso na agricultura”, explica. 



O cancro cítrico é caracterizado pelo surgimento de tumores nas folhas, ramos e frutos, e apesar de não afetar o sabor do produto, faz com que as vendas diminuam. “O principal método de combate ao cancro cítrico é a aplicação de compostos de cobre nas árvores. O lado negativo disso é que, mesmo em pequenas quantidades, após uso prolongado, o cobre acaba acumulando-se nos frutos, no solo e na água, e assim contamina todo o ambiente”, comenta Sass. 



A expectativa dos cientistas é conseguir patentear a descoberta e convencer as empresas do setor agrícolas a produzir defensivos baseados nos extratos desenvolvidos pela equipe. "Estimamos que em um ano e meio vamos identificar, purificar e realizar testes toxicológicos para alguns desses compostos bioativos", finaliza. 




Fonte: Agrolink
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