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A Emater/RS e a Secretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo realizaram ontem, em Santa Cruz do Sul, o 2º Seminário Regional de Bovinocultura de Leite do Vale do Rio Pardo. O evento na sede do Esporte Clube Avenida teve como objetivo discutir formas de baixar o custo de produção do leite, até considerando que o produtor não tem como intervir no preço.  E de acordo com o gerente regional adjunto da Emater de Soledade, Carlos Corrêa da Rosa, nos três casos apresentados por produtores familiares no encontro a maneira utilizada foi o investimento em pastagem perene para diminuir a dependência da silagem e do recurso externo, que é a ração.



Carlos da Rosa observa que a redução do custo de produção se dá por meio de ações da porteira para dentro, ou seja, minimizando a dependência de recurso externo. Assim, para diminuir as despesas, a saída é os produtores fazerem pastagens perenes ou anuais para substituir o volume de ração e de silagem na alimentação dos animais, por meio de uma dieta balanceada.



O gerente observa que, atendendo à proposta do seminário, os agricultores puderam ver, por meio de relatos, que têm como reduzir o custo de produção com a implantação de pastagem perene, pois a grande maioria dispõe de área para isso. “Basta ter assistência técnica, fazer análise de solo, uma adubação e o piqueteamento das pastagens, de forma que a cada dia o rebanho paste num piquete com altura recomendável e que supra as vacas nutricialmente”, frisa. “O encontro foi uma provocação para o participante buscar estratégias para baixar o custo de produção e, consequentemente, aumentar a rentabilidade.”



O seminário contou com 240 participantes, dos quais 30 técnicos e os demais, produtores de diferentes municípios do Vale do  Rio Pardo e Centro-Serra, como Vale do  Sol, Vera Cruz, Rio Pardo, Segredo, Lagoão, Sobradinho, Venâncio Aires, Jacuizinho e Candelária.



Gestão Sustentável



O chefe de gabinete da Secretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), Osmar Redin, participou do seminário representando o secretário Tarcísio Minetto.  Redin destaca que este é o segundo seminário sobre bovinocultura de leite e é resultado de um programa mais amplo da SDR, que é desenvolvido pela Emater a partir de convênio com a pasta para executar a assistência técnica e extensão rural no campo.



Osmar Redin observa que o Programa de Gestão Sustentável  da  Agricultura Familiar trabalha os aspectos econômico, social e ambiental. Por meio da mobilização das unidades produtoras familiares, faz o diagnóstico, planejamento e acompanhamento destes três aspectos.  “Vimos, nos três casos apresentados no 2º Seminário de Bovinocultura de Leite, como esta metodologia tem sido o diferencial para as unidades acompanhadas.



Diante desse diagnóstico, chama a atenção a questão da sucessão, que deve ser trabalhada junto aos jovens e famílias para que os primeiros permaneçam no campo dando continuidade às atividades na propriedade”, salienta.



Conforme o chefe de gabinete da SDR, para que a unidade produtora familiar possa ter continuidade, precisa ter renda, economia de escala, alguma gestão e assistência técnica e participar de atividades associativas, como cooperativas.



Relatos de experiências e resultados



Os três casos apresentados no seminário incluíram um relato de experiência da família Breunig, do interior de Santa Cruz do Sul, e mais dois do Programa de Gestão Sustentável, sendo um de Passa Sete e outro de General Câmara. Desse último município, o exemplo exposto foi o do casal Roberto Luiz da Silva e Erecê Fernandes e suas duas filhas. Roberto deixou a zona rural aos 18 anos e em 1998, após o casamento, voltou à propriedade rural do pai para produzir tabaco. Após 14 anos na agricultura, em 2012 iniciou a produção de leite em quatro hectares. Dois anos depois, a família se inseriu no Programa de Gestão Sustentável e passou a produzir apenas leite. A produção é à base de pasto. Seis anos após começar na bovinocultura leiteira, a família recebe como lucro líquido mensal 4,2 salários mínimos.



O veterinário da Emater de General Câmara, João Pereira Guahyba Neto, que presta assistência técnica a essa família, observa que hoje Roberto, a esposa e as filhas residem em terra própria, têm trator com vários implementos e outras melhorias.




Fonte: Portal Lácteo
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