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Identificar as causas do baixo desempenho em granjas de suínos e elevar a sua produtividade é meta da suinocultura competitiva e sustentável. Para tanto, a existência de alvos de produtividade para o rebanho constitui-se em um elemento essencial para o monitoramento do desempenho do sistema e para o diagnóstico de problemas de produção. A genética de suínos no Brasil é uma das mais avançadas do mundo e ainda reúne condições ambientais compatíveis àquelas exigidas pela criação, sendo que esta busca por desenvolvimento gerou uma grande pressão para o número de animais nascidos vivos/parto o que determinou grande pressão no peso destes animais ao nascimento (Holanda et al., 2005).



Analisando os dados de Beaulieu et al. (2010), o peso ao nascer e o tamanho da leitegada são características importantes para a produtividade. Aumentos rápidos no tamanho da leitegada interferem na produtividade anual de reprodutoras. Peso ao nascer mais leve em leitões tem sido associado a uma maior mortalidade ao desmame, taxas de crescimento mais lentas e diminuição da qualidade de leitões. Estes dados referem-se, possivelmente, a um resultado de menor volume de fibras musculares primárias. De forma geral, existem animais que nascem com até 0,89 kg de diferença entre aqueles mais leves e os mais pesados, o que influenciam em até 9,64 kg o peso ao abate (Tabelas 1 e 2).



Fica claro que elevar o peso geral da leitegada possui uma medida de correlação muito elevada com o peso ao abate, pois animais mais pesados ao nascer irão possuir um melhor volume de fibras musculares de qualidade que sustentarão o crescimento futuro deste animal (Rehfeldt & Kuhn, 2006).



 



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Uma forma para sustentar o crescimento do peso da leitegada ao nascimento refere-se ao uso de leveduras vivas na alimentação das fêmeas suínas reprodutoras durante a gestação e lactação. De acordo com Wilcock (2010), embora haja muitos fatores que possam afetar o peso do desmame, o uso de leveduras vivas deve ser algo a ser considerado como uma importante ferramenta para eleva-lo.



De acordo com o autor, em um estudo norte-americano, analisou-se a suplementação de levedura viva por meio de um período de 18 dias de lactação. Os resultados mostraram que as taxas de crescimento em maternidade de leitões proveniente de matrizes alimentadas com leveduras vivas foram melhoradas em 6% em relação aos leitões controles (0,30 kg extras em peso à desmama). Além disso, os leitões nas porcas alimentadas com levedura viva tiveram uma mortalidade reduzida antes do desmame em comparação com os leitões do grupo controle. Esta redução da mortalidade pré-desmame resultou em 0,5 leitões a mais por desmame. Trabalhos europeus mostraram que para leitões desmamados com idades mais elevadas (> 21 dias), a taxa de crescimento pré-desmame aumentou (+ 12%) e houve um volume extra de 0,4 leitões desmamados quando as matrizes foram alimentadas com levedura viva durante o período de lactação. Com base em três ensaios, o ganho de peso médio ao desmame foi de +0,86 kg/suíno.



 


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Em outro trabalho, o uso associado de levedura viva durante a fase de gestação, gerou um benefício de até 3.1 kg de peso de leitegada (Tabela 4).




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Uma importante pergunta que resta ser respondida seria: Por que a levedura viva beneficia a matriz suína a ponto de elevar o peso ao nascimento da leitegada e melhorar sua performance na maternidade?



Existem diferentes razões para os resultados apresentados nestes trabalhos, mas essencialmente a levedura viva otimiza a saúde do intestino, melhorando assim a utilização de nutrientes para o aproveitamento gestacional dos animais e produzindo uma melhor composição do leite na maternidade. A levedura viva é eficaz na redução da carga patogênica no trato gastrointestinal. Em um ensaio interno, conduzido na empresa ABVista, resultados in vitro realizados em uma amostra da camada de mucosa gastrintestinal de leitão contendo Salmonella enterica e E. coli K88 foram incubadas em solução com e sem levedura viva.



Na presença da levedura, a ligação de E. coli K88 e Salmonella enterica foi reduzida em 30% e 33%, respectivamente o que ajuda a promover bactérias "benéficas" no intestino que reduzirá o custo de energia de manutenção da matriz devido à melhor utilização de nutrientes para o crescimento.



Sugere-se que o uso de levedura viva também altere o microambiente intestinal, aumentando a presença de bactérias celulíticas no intestino grosso. Isto irá melhorar a fermentação da parte posterior do intestino e uma maior produção de ácidos graxos voláteis que podem ser utilizados como fonte de energia pela matriz, o que irá melhorar sua eficiência.



Esperamos que no futuro o uso destas estratégias de nutrologia sejam cada vez melhor aplicadas para melhorarmos a eficiência produtiva animal e um desenvolvimento sadio do trato gastrintestinal.





Fonte: Redação Suinocultura Industrial
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