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A estatal Embrapa e a Universidade Federal de Campina Grande, na Paraíba, assinaram instrumento de cooperação técnica para validação de bactérias lácticas destinadas à produção de queijos de leite de vaca e de cabra. A parceria foi firmada agora, em Taperoá (PB), e garantirá a primeira linhagem de queijos 100% brasileiros. Hoje, todos os queijos produzidos no País são feitos com fermentos (bactérias) importadas.



“A estratégia do queijo com identidade regional esbarrava neste insumo externo. Testamos mais de 4 mil bactérias isoladas de leite de cabra e vaca do Nordeste e conseguimos, pelo menos, seis com ­características de ­fermento e algumas probióticas”, explica o chefe-geral da Embrapa Caprinos e Ovinos, Marco Bomfim.



Além de vencer a dependência de bactérias importadas, os produtores brasileiros de queijo têm outro desafio pela frente: aumentar a quantidade de componentes sólidos no leite. Em outras palavras, é preciso aumentar o teor de gorduras e proteínas e diminuir o percentual de água no alimento produzido pelas vacas brasileiras.



Em termos comparativos, o teor de sólidos no leite brasileiro é de 12% a 12,5%, na média, enquanto o da Nova Zelândia tem 14% de proteínas e gorduras, tornando-o mais nutritivo. Além de melhor para o consumidor, em especial as crianças, essas características também se refletem no bolso do produtor.



Com matéria-prima Made in Brazil são necessários dez litros de leite para produzir apenas um quilo de queijo tipo Minas, por exemplo. E essa quantidade aumenta ainda mais quando se fala em queijos curados ou meia-cura, como o tipo parmesão.



Ainda assim, os laticínios têm obtido resultados expressivos em competições nacionais e internacionais, com prêmios que atestam a dedicação e competência dos brasileiros nesta atividade, considerada o patinho feio da pecuária tupiniquim devido à baixa remuneração.



A força…

O PIB do agro crescerá 3,4% em 2018. A estimativa foi feita pelo Centro de Estudos em Economia Aplicada/USP na quinta-feira. O crescimento será impulsionado pela ­retomada da ­agroindústria.



…que vem do campo

Esse crescimento acelerado vai na contramão da economia brasileira, que deve fechar o ano com alta em torno de 1,5% no PIB. Apesar de positiva, a aceleração será ser menor que a de 2017, que registrou salto de 7,6% turbinado por uma safra recorde de soja e milho.



Brasil: o País…

A primeira quinzena de julho representou um marco para o etanol hidratado no Brasil. A produção atingiu 1,60 bilhão de litros, a maior produção quinzenal da série histórica. Esse resultado representa um crescimento de 52,71% em relação ao mesmo período de 2017.



…do etanol!

Como consequência, a produção de açúcar diminuiu na quinzena. Da moagem total, que atingiu 44,88 milhões de toneladas de cana, apenas 38,4% da matéria-prima foi destinada à fabricação de açúcar.



Muito antes…

O município de Cruzeiro do Oeste, no Paraná, poderá se juntar, em breve, a duas regiões na China e outra na Argentina como os únicos lugares no mundo onde já foram encontrados ovos de pterossauros.



…de Sérgio Moro…

Pesquisadores do Museu Nacional da Universidade Federal do RJ e da Universidade do Contestado, em Mafra (SC), identificaram na cidade 47 fósseis de uma espécie até então desconhecida. O pterossauro Caiuajara dobruskii viveu há cerca de 80 milhões de anos na região Sul do Brasil.



…e Paulo Leminski

Em 2017, cientistas brasileiros e chineses encontraram no deserto de Gobi, na China, o maior número de ovos de pterossauros no mundo, com 215 unidades. Com 120 milhões de anos, muitos preservados em três dimensões.




Fonte: Portal Lácteo
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