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Vitivinicultores do Rio Grande do Sul estão reclamando perdas de até 70% da produção de uva devido à contaminação de suas parreiras pelo herbicida 2,4-D, usado nas plantações de soja. Ao mesmo tempo, sojicultores do estado admitem a possibilidade de contaminação, mas responsabilizam à má aplicação do produto e não o defensivo em si. 



O uso do defensivo é recomendado pelo alto desempenho na eliminação de ervas daninhas nas plantações de soja e é permitido por três órgãos reguladores, Anvisa, Ibama e Ministério da Agricultura. No entanto, o engenheiro-agrônomo e professor da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), Norton Victor Sampaio, afirmou ter colhido apenas 30% do esperado em seu parreiral, devido à contaminação do 2,4-D aplicado nas lavouras vizinhas. 



O pesquisador da Embrapa Uva e Vinho, Lucas Garrido, confirma que os prejuízos se devem ao herbicida em questão. "Dá para afirmar 100%, porque você só tem esses sintomas se a planta foi exposta a esse herbicida. Os outros produtos químicos não causam esses sintomas de internódios curtos, folhas deformadas, com as extremidades parecendo uma franja", afirma. 



As multinacionais de insumos agrícolas Dow AgroSciences, Nufarm e Albaugh, se manifestaram, através do engenheiro agrônomo e professor da Universidade de Passo Fundo, Mauro Antônio Rizzardi, defendendo o uso do herbicida e ressaltando que os aplicadores devem recorrer a um treinamento para entender como a pulverização com 2,4-D funciona. Além disso, O presidente da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul, Gedeão Pereira, diz que o herbicida não deve ser aplicado em condições de vento e temperatura inadequados. 




Fonte: Agrolink
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