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Uma pesquisa realizada pela Câmara Americana do Comércio (AMCHAM Brasil) indicou que a disputa comercial travada entre a China e os Estados Unidos irá pressionar o governo que será eleito no pleito de outubro. O levantamento ouviu 130 executivos de diversas empresas que atuam no País e mostrou que 66% deles trabalham com cenário de risco econômico e comercial nos negócios. 



De acordo com Deborah Vieitas, CEO da Amcham Brasil, a análise de riscos oriundos da guerra comercial está sendo pouco discutida na política nacional. Para ela, o próximo presidente deve ser alguém que tenha capacidade de administrar uma política internacional sem resultados em curto prazo. 



“Precisamos escolher um líder que priorize uma política internacional com estratégia para o médio e longo prazo e, além da desburocratização do comércio. Observamos que, apesar dos riscos evidentes e crescentes, esses temas ainda aparecem de forma tímida nas discussões da nossa política interna”, comenta. 



Para 53% dos entrevistados a necessidade de privilegiar a política internacional será um grande desafio para o próximo presidente. Além disso, 51% desejam uma simplificação e desburocratização das operações essenciais de comércio exterior, 20% uma identificação e eliminação de barreiras comerciais para o acesso aos mercados e 4% acham que é fundamental um investimento em políticas públicas para ampliar investimentos de empresas brasileiras no exterior. 



"Nos últimos 70 anos, todos os países que realmente conseguiram mudar de patamar econômico tiveram entre 40% e 50% do seu PIB como resultado da soma de exportações e importações”, finaliza Deborah. 




Fonte: Agrolink
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