0


O Gipeg (Grupo de Informação e Pesquisas sobre Glifosato) manifestou posição contrária à suspensão do herbicida mais utilizado no mundo, bem como defende mais celeridade da Anvisa na reavaliação do ingrediente ativo. O trabalho de pesquisa é liderado pelo Dr. Flavio Zambrone, toxicologista referência no Brasil sobre Glifosato e presidente do IBTox (Instituto Brasileiro de Toxicologia).



O Grupo tem por objetivo, segundo sua própria definição, “debater o uso do glifosato, trazendo, por meio de informação, pesquisas e estudos, esclarecimentos sobre o produto, suas aplicações e os impactos ambientais e econômicos promovidos pelo seu uso”. Confira o comunicado na íntegra:



Posicionamento sobre decisão que determina à União que suspenda o registro de produtos à base de glifosato e exige celeridade da Anvisa na reavaliação do Glifosato



Em decisão judicial, em processo do Ministério Público Federal, a Justiça determina que a União não conceda novos registros de produtos à base de glifosato (dentre outros princípios ativos) e que a União suspenda os registros já concedidos desses produtos no Brasil, em 30 dias. A decisão da Justiça também determina que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) dê celeridade ao processo de reavaliação do glifosato, que atualmente está em curso, e o finalize até 31 de dezembro de 2018. Não se trata de uma decisão de mérito.



O GIPEG entende que é de fato necessário que a Anvisa finalize a reavaliação do glifosato. Porém, a decisão de solicitar à União que suspenda os novos e os registros já concedidos de produtos à base de glifosato, não considerou o histórico seguro do produto, bem como centenas de estudos e decisões regulatórias internacionais que também confirmaram sua segurança. Além disso, esta decisão também desconsiderou o enorme impacto na agricultora e meio ambiente do Brasil, que não possui solução alternativa sustentável para produção agrícola sem o uso de glifosato.



O glifosato é uma importante ferramenta utilizada na agricultura em mais de 100 países, há mais de 40 anos, para controle de plantas daninhas na lavoura, e seu uso é aprovado como seguro conforme sua bula, em todos esses países. Além da Organização Mundial da Saúde (OMS) - que o considerou seguro -, ao redor do mundo, há órgãos regulatórios como, por exemplo, a Enviromental and Protection Agency (EPA) nos Estados Unidos, a European Food Safety Authority (EFSA) na Europa, a Australian Pesticides and Veterinary Medicines Authority (APVMA) na Austrália e, na Alemanha, o Instituto Federal Alemão de Avaliação de Risco (Bundesinstitut für Risikobewertung - BfR), que também reiteraram a segurança do uso do produto em seus territórios.



Dessa forma, esperamos que o Judiciário possa rever essa decisão tendo em vista o histórico de segurança do uso do produto. 




Fonte: Agrolink
PATROCINADORES
Colégio Teutônia
Metalúrgica Wagner
Wizard
Samaq Comercial de Máquinas
Representações Francesquet
Fritz Ordenhadeiras
Wizard Teutônia
Digiserv
Alles Gut
Futura Imóveis
Portal Atividade Rural 2018
contato@atividaderural.com.br | Fone: (51) 9135-4200