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A RTP, sigla para Retículo Peritonite Traumática, é a perfuração no trato digestivo de um animal por um corpo estranho. O problema acontece quando o bovino, ao se alimentar no pasto, leva junto com o capim pedaços de arame que foram deixados depois da instalação de uma cerca, por exemplo.



De acordo com o médico veterinário Renato Paganelli Jaquetto, analista de mercado da Belgo Bekaert Arames, 76% dos casos registrados de RTP foram ocasionados por causa da ingestão de pontas de arame. “Um dos principais males é o não recolhimento das pontas que sobram durante a confecção dessas estruturas”, ressalta o especialista.



Jaquetto explica que a inflamação provocada pelo corpo estranho pode levar o animal à morte – em casos mais graves, quando há perfuração da parede do coração ou do pulmão. Geralmente, após a ingestão da ponta de arame, o animal desenvolve uma reação inflamatória localizada e aguda, por causa da perfuração do retículo. Os sintomas são perda de peso e, no caso de vacas leiteiras, a diminuição da produção de leite, sendo mais difícil perceber o problema rapidamente.



Outro fator de atenção é a deficiência alimentar de minerais dos animais. “A baixa ingestão de ferro, cálcio, fósforo, zinco e/ou cobalto favorece a ingestão de corpos estranhos, principalmente restos de arame, pregos, parafusos e outros objetos ricos nesses minerais”, alerta o médico veterinário. A RPT também pode ser diagnosticada em ovinos e caprinos, porém com frequência menor que nos bovinos, pois a ingestão é mais lenta e seletiva quando comparada.



O Brasil tem hoje o maior rebanho bovino do mundo e é o principal exportador de carne para o mercado internacional. De acordo com o Censo do IBGE 2017, são 218,2 milhões de animais espalhados nas principais regiões produtoras. Para chegar nesse patamar, a produção brasileira passou por várias etapas, como melhoramento genético do rebanho e a mudança no manejo da criação. Nas grandes propriedades a alta eficiência técnica é determinante para que o gado tenha boa saúde e desenvolvimento. Um exemplo é o uso de piquetes, cercas que delimitam o espaço no pasto onde o rebanho ficará se alimentado - uma das mudanças que alavancou a atividade da pecuária no país.



As cercas de arame são tão importantes no manejo da produção pecuária que a Belgo Bekaert Arames, líder no mercado nacional, respondendo sozinha por uma produção mensal de cerca de 55 mil toneladas/mês, lançou este ano a cerca de arame com foco no bem-estar animal. “É fundamental para o produtor que as cercas de arame tenham um papel primordial no sucesso das atividades agrícolas e pecuárias. Por isso, desenvolvemos nossos produtos para proporcionar segurança, bem-estar animal e alta produtividade nas propriedades”, explica Rober Casaril, analista de mercado da Belgo.



Os lançamentos incluem alta resistência e tecnologia, caso da Belgo Cercar Bovino, uma cerca pronta com nó de alta resistência, indicada para animais de médio e grande porte, proteção de lavouras e áreas de divisa. Na linha de arame farpado o destaque é o Motto, produto presente no mercado há mais de 50 anos, e atual líder de segmento  de arame farpado no Brasil. O Motto é recomendado para o pecuarista que deseja maior resistência ao impacto dos animais, graças a uma torção de fios alternados que possibilita maior "esticamento" da cerca, e claro, economia no uso de mourões.



Além do uso de arames e cercas de qualidade, para evitar perdas e ter bom manejo do rebanho o médico veterinário Renato Jaquetto orienta o produtor que é fundamental impedir a proximidade dos animais em áreas em construção ou de terrenos com entulhos - e não deixar pontas de arames jogadas nos pastos. “É muito importante o pecuarista pedir para o responsável pela construção da cerca sempre recolher as pontas de arame e guardá-las em um local sem acesso para os animais”.




Fonte: Agrolink com informações de assessoria
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