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A produção de leite no Sul do Brasil precisa ganhar escala, melhorar a qualidade e reduzir custos para se tornar mais competitiva e buscar o mercado externo. Essas são algumas das conclusões do 8º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite, que iniciou terça-feira e encerra nesta quinta-feira, no Centro de Cultura e Eventos de Chapecó.




De acordo com o economista chefe da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Antônio da Luz, a bovinocultura de leite deve seguir os caminhos da suinocultura e avicultura, com redução do número de produtores para ganhar escala e elevar o padrão de qualidade.



Ele lembrou que no ano passado cerca de 25 mil produtores deixaram a atividade no Rio Grande do Sul, segundo a Emater, devido à uma crise de preço causada por produção elevada num momento de retração de consumo, devido ao aumento do desemprego e queda de renda.



Antonio da Luz citou que o consumo de iogurte caiu a patamares de 2008 e, o atual consumo de lácteos no Brasil está em 168 litros per capita/ano, contra 173 de 2013. Mas ele vê sinais de recuperação econômica que devem elevar o consumo.



Também destacou o potencial de exportação. Ele apresentou dados que preveem um crescimento de 24% no consumo de leite até 2026, chegando a 729 milhões de toneladas o que representa um incremento de 144 milhões de toneladas em relação a 2016, equivalente a 42 vezes a produção anual de Santa Catarina, que é de 3,4 bilhões de litros.



– Atualmente a exportação representa um mercado muito pequeno mas a Ásia deve ter um crescimento de 81% até 2026. A China pode fazer a diferença nesse mercado e precisamos estar atentos a esse mercado – destacou.



Marcelo Martins, diretor-executivo da Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos), disse que a indústria está com uma missão na China nesta semana, participando de uma feira de exportadores e importadores em Xangai, em parceria com a Agência de Promoção das Exportações do Brasil (Apex) e a Confederação Nacional da Agricultura.



O problema é que o principal produto de exportação, que é o leite em pó, historicamente é mais caro no mercado interno do que no mercado internacional. Neste segundo semestre a diferença é de 23%.



O que a indústria aposta no momento é a exportação de produtos de maior valor agregado. As exportações de queijos cresceram 67% de 2015 a 2017. Mas o volume é baixo, de US$ 10 milhões para US$ 18 milhões. Disso US$ 4 milhões foram para o Chile, que teve crescimento de 42%. A Rússia teve crescimento de 175%, com US$ 3,2 milhões. A Argentina teve crescimento de 376%, com US$ 3,1 milhões.



A Viva Lácteos está traduzindo documentos para exportação para o México e vai criar uma área de inteligência comercial para identificar questões sanitárias, de rotulagem, tarifas e posicionamento do produto em diversos países.



O médico veterinário e consultor Mário Sérgio Zoni, disse que atualmente há três tipos de produtores. Os sobreviventes, que produzem leite mas não tem sucessão, os que tem o leite como atividade complementar e não são eficientes, devendo sair do mercado nos próximos anos, e os eficientes, que devem continuar na atividade.



– Produção de leite é negócio e tem que gerar dinheiro, vaca de 15 litros de leite por dia não dá lucro, é preciso ter eficiência e gestão – afirmou Zoni. Ele disse que não dá para adaptar o modelo da Nova Zelândia no Brasil, por ter diferenças climáticas, e defendeu a produção com base em silagem de milho e vacas fechadas.



Destacou a necessidade de construções bem feitas que propiciem sombra e conforto para as vacas, boa genética e cuidado com sanidade.



 






Fonte: Terra
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