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Marcos Gatti, de 22 anos, é filho de produtores rurais e cresceu acompanhando o trabalho do pai na propriedade da família. A propriedade, localizada no município de Sertão (RS), investe há mais de vinte anos na produção de leite e conta, atualmente, com 45 animais em lactação e uma produção média de 30 litros por animal/dia e 36 mil litros/mês. O sistema produtivo é o semiconfinamento com fristal e parte em pasto, mas a intenção é de nos próximos anos mudar para o sistema de confinamento. Para identificar o melhor tipo de tecnologia que se adequa à realidade da família Gatti, o jovem participou pela primeira vez do Interleite Sul 2019, o mais qualificado e respeitado seminário técnico do setor, promovido pela Agripoint, nessa semana, em Chapecó.



«As palestras técnicas foram muito esclarecedoras e contribuíram para que possamos identificar o que e como podemos melhorar a produção. O depoimento dos produtores rurais serviu de estímulo para que continuemos persistindo na produção de leite, afinal foi comprovado que é possível crescer investindo em conhecimento, tecnologia e gestão da qualidade. Saio desse seminário com uma nova bagagem para aplicar em nossa propriedade e fazê-la crescer cada dia mais», afirmou o jovem que é formado em agronomia e pretende seguir os passos do pai na produção leiteira.



A 9ª edição do Interleite Sul 2019 superou as expectativas e reuniu cerca de 720 participantes no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes. Produtores de leite, técnicos, representantes de laticínios, empresas de insumos e órgãos governamentais estiveram reunidos para debater sobre as principais mudanças na cadeia produtiva do leite.



Durante dois dias o seminário apresentou, em seis painéis com a participação de 22 palestrantes-debatedores, um conjunto de temas da atualidade econômica, científica e mercadológica, tendo como tema central «Sistemas de produção e eficiência econômica para o sul do Brasil».



O Interleite Sul 2019 mostrou as principais mudanças na cadeia do leite, tecnologias no campo e a aproximação entre indústrias e produtores, além de um panorama da realidade de mercado, sistemas de produção que são eficientes, bem-estar animal, novos projetos para o futuro e investimentos na cadeia de leite.



Neste ano os painéis tiveram como foco os temas: economia e mercado; estratégias de negócio para viabilizar o produtor de leite familiar; obtendo o máximo da produção de silagem; otimizando o investimento na propriedade leiteira para ganhar dinheiro; conforto e bem-estar animal e um olhar sobre o novo.



O coordenador geral e CEO da Agripoint Marcelo Pereira de Carvalho fez um raio X dos novos investimentos no setor lácteo. Segundo ele, no Brasil existe um forte processo de profissionalização da atividade com incorporação de tecnologia, aumento de produtividade por área, crescimento de gestão e melhoria de qualidade. Situação que ocorre tanto na agricultura familiar como no investimento em grandes projetos de produção de leite.



«Os cem maiores produtores do Brasil têm crescido ano a ano com um preço que chega a ser de 30% a 40% maior do que a média. Esses projetos têm atraído o capital de pessoas que não são do setor, mas que fazem projetos extremamente consistentes e com tecnologia, assistência técnica e qualidade», salientou.



Marcelo destacou que o Brasil tem uma característica peculiar: o diferencial de preços em função do volume que chega a ser 30% a 40% de sobre preço, o que reflete diretamente no lucro do produtor.



Outro ponto abordado pelo CEO da Agripoint foi o crescimento da produção atrelada à demanda interna. «Temos tarifas de importação de leite o que nos protege em relação ao mercado internacional. Nos últimos quatro anos sofremos com o recuo do consumo interno e isso deixou claro que precisamos ter outra alternativa: a exportação de leite. Porém, para exportar o produto, além da qualidade e dos acordos comerciais, temos a questão da competitividade em termos de preços. Cerca de 70% dos meses os preços brasileiros são maiores do que no mercado internacional, por isso precisamos identificar em quais produtos temos maior competitividade internacional», observou.



Marcelo destacou, ainda, a importância de identificar os melhores sistemas de produção, conhecer o que os maiores produtores de leite têm feito para alcançar sucesso em suas propriedades. «Foi isso que o Interleite 2019 possibilitou: o acesso e a reflexão em relação aos sistemas mais viáveis para que se possa buscar crescimento com sustentabilidade e lucratividade, fazendo com que mais produtores tenham acesso às tecnologias e possam aplicar o conhecimento com segurança e qualidade em suas propriedades», finalizou.




Fonte: Portal Lácteo
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