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A chuva prevista de fato veio. Muita chuva. Tanta, entre quarta e domingo, que a água se acumulou nas lavouras. Até vertentes começaram a sair no meio das linhas em que fora plantado o tabaco. Ontem ainda havia água correndo pelas lavouras. Com as raízes submersas, em especial nas áreas mais baixas, e ainda com o sol forte que voltou ontem, isso fez com que as plantas ficassem murchas, cena que se viu em muitos lugares. Infelizmente, significa perda de qualidade e de peso. Com a folha murcha, é grande o risco de que aquela planta nunca mais fique normal. São os riscos que estão envolvidos na atividade.



Com o sol, a lavoura vai de vento em popa



Ontem o sol voltou, e as lavouras que não foram prejudicadas pelo clima, pela água, crescem de vento em popa. Enquanto você está lendo esta coluna, mais algumas arrobas estão sendo garantidas nos pés de tabaco em toda a região.



Em área alagada nem vale a pena plantar



É normal o agricultor querer aproveitar sempre toda a área de sua lavoura. Mas se há baixada, onde a água fica parada, e não tem para onde escorrer, talvez seja melhor não plantar ali. Por vezes nem há como fazer drenagem, ou o custo é muito alto para depois plantar alguns poucos pés de tabaco. Em nossa propriedade há área assim. Todo ano a gente plantava, arriscava, mas quando vinha chuva forte os pés murchavam, e lá se ia a qualidade. Neste ano optamos por não plantar fumo. Os camalhões até haviam sido preparados, mas não plantamos. E acertamos. Basta ver a foto abaixo: ali o tabaco hoje estaria totalmente murcho, e isso seria só prejuízo para nós. Talvez até tentássemos aplicar mais adubo, pois a gente sempre busca recuperar as plantas depois, mas seria fertilizante desperdiçado. Tabaco em área inundada a gente sabe que não se recupera. E quando se recupera, fica o básico, sem cor e sem peso.




Fonte: GAZETA DO SUL - SANTA CRUZ DO SUL
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