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Já se passaram mais de 90 dias desde que a pandemia do novo Coronavírus (Covid-19) mudou o rumo de diversas atividades no Brasil. As primeiras medidas tomadas visaram evitar qualquer tipo de aglomeração e garantir a integridade daqueles que correm mais risco perante a doença, grupo no qual se incluem os idosos. Em Westfália, as pessoas acima de 60 anos representam uma parcela significativa da população, sendo aproximadamente 24% dos habitantes em geral. No Município, os idosos contam com diversas atividades específicas, muitas realizadas de forma independente por entidades, como os grupos de idosos, corais, Grupos do Lar, Grupos de Dança, grupos de OASE, entre outras.



As atividades descentralizadas consistem em encontros organizados pela equipe da Assistência Social, em parceria com a Emater/RS-Ascar, os quais são desenvolvidos nas localidades conforme um cronograma organizado e planejado com os idosos. Em média, elas reúnem cerca de 60 pessoas por encontro, e não possuem vínculo com nenhuma entidade, sendo que qualquer idoso westfaliano pode participar. Seus objetivos são proporcionar momentos de convívio familiar e comunitário, contribuindo para um processo de envelhecimento ativo e saudável, além de propiciar vivências que valorizam as experiências através de atividades culturais e de estímulo cognitivo, diversão, entretenimento, orientações e informações. Além disso, a cada encontro é oferecido um café da tarde, que faz parte da programação, fortalecendo uma maior sociabilização e integração entre os participantes. Para esses encontros, cada localidade organiza o seu transporte, entrando em contato com a pessoa de referência, conforme consta no cronograma.



Porém, frente a essa nova realidade que vive o mundo, o calendário das atividades precisou ser cancelado e os idosos voltaram a sua rotina para os afazeres mais domésticos e rurais, passando o tempo em suas residências, respeitando ao máximo o isolamento social. Esse é o caso de Sueli Korte, de 72 anos, moradora de Linha Paissandu. Ela conta que sente falta do contato com outras pessoas, como nas atividades descentralizadas em que tinha a oportunidade de reencontrar amigos, de outras localidades, conhecidos há mais tempo - e muitos até da infância. Além disso, Sueli destaca que os momentos de troca de informações, como a respeito da saúde dos idosos, eram muito válidos, assim como as rodas de conversa. No caso de Sueli, não foram somente as atividades descentralizadas que deram uma pausa frente à pandemia. Os tradicionais jogos de carta na casa de amigos são substituídos agora por mais pontos de costura em seus artesanatos e pelas atividades domésticas e rurais, as quais faz com muito gosto e carinho.



As atividades rurais também fazem parte da rotina de Bruno Lindemann, de 77 anos, e Nelci Lindemann, de 72. O casal mora em Linha Berlim e tem se dedicado a cuidar dos peixes e galinhas que possuem em sua propriedade. Frente à pandemia e as suas consequências, agora eles passam grande parte do tempo frente à TV e rezam para que tudo volte ao normal o quanto antes. Assim, Bruno e Nelci pretendem voltar com os carteados do final de semana e certamente com a participação nas atividades descentralizadas promovidas pelo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), nas quais gostavam muito das brincadeiras e de encontrar pessoas de outras localidades, o que gerava uma troca de experiências muito significativa.



O casal Iria e Ernani Hollmann, de 79 e 80 anos, respectivamente, também recorda com carinho das brincadeiras realizadas nas atividades descentralizadas, assim como os jogos de paciência. Eles moram no Centro do Município e são sócios em diversas entidades com iniciativas diferentes. Isso acontece porque gostam muito de ter a companhia de outras pessoas, poder conversar e compartilhar experiências, além de reencontrar familiares que moram em outras localidades do Município. Iria conta que os encontros vinculados a alguma data comemorativa sempre foram motivo de diversão e também alegria, assim como os jogos de mesa e as diversas informações importantes compartilhadas nesses momentos.



Da mesma opinião compartilha Herma Hagemann, de 84 anos. Ela mora em Linha Frank e a oportunidade de visitar outras localidades através das atividades descentralizadas sempre foi motivo de alegria, já que nesses momentos era possível cantar, jogar carteado e conversar com outras pessoas. Helga Altmann, de 83 anos, também moradora de Linha Frank, tem se dedicado a concluir caça-palavras na companhia dos seus gatos de estimação, já que agora cessaram, além dos jogos de carta, as rodas de chimarrão com as amigas. Helga também participou das atividades descentralizadas e pretende confirmar presença nos próximos encontros, assim que tudo se normalizar.



Otimismo



Com as atividades descentralizadas pausadas em razão do Coronavírus, o CRAS buscou uma forma de se aproximar dos idosos que tiveram de reinventar a sua rotina. Através das redes sociais, a equipe deixou uma mensagem de otimismo, que chega aos lares dessas pessoas como uma forma de aproximação e alegria para que aproveitem esse isolamento de forma diferente, e não deixem de lembrar dos bons momentos que já compartilharam com outras pessoas. A equipe reforça o convite para que assim que retomarem as atividades descentralizadas mais pessoas participem dessas oportunidades de encontro, conversa e de muita troca de informações, de energia, de histórias e, acima de tudo, de fortalecer as amizades. "Entendemos que através dos encontros nos aproximamos e valorizamos o nosso idoso. Idoso westfaliano, venha fazer parte".




Fonte: Prefeitura Municipal de Westfália-RS
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