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“E se o Brasil produzisse 100 milhões de toneladas de grãos a menos?” O questionamento é proposto pela farmacêutica-bioquímica Eliane Kay, diretora-executiva do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), alertando que a população precisa saber que, hoje em dia, “na prática, as pragas competem com os seres humanos pelos mesmos alimentos”.



De acordo com ela, sem o uso de defensivos as pragas venceriam essa batalha: “Estudos da ONU (Organização das Nações Unidas) indicam que as plantações sem proteção correta podem ter perdas de até 40% na produtividade. À disposição dos agricultores brasileiros para combater esses males estão os defensivos agrícolas modernos e eficientes – devidamente analisados e aprovados por três instituições federais (Ministério da Agricultura, Pecuária e Agricultura/MAPA; Agência Nacional de Vigilância Sanitária/ANVISA e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis/IBAMA) –, que protegem as plantas e grãos armazenados com eficiência e controlam as implacáveis pragas que assolam as mais diferentes culturas”.



A especialista lembra ainda recente estudo do CEPEA/USP sobre os resultados caso os cultivos não contassem com a proteção dos defensivos. “A renomada instituição analisou os prejuízos advindos da ausência de agroquímicos contra três terríveis pragas: ferrugem asiática (soja), lagarta (milho) e bicudo (algodão). Conclusão: os sojicultores precisariam investir R$ 33 bilhões para obter a mesma produtividade e o custo interno da soja subiria 22,9%. Quanto ao milho, o gasto adicional para atingir a mesma produção atingiria R$ 25,3 bilhões e o custo no mercado doméstico seria 13,6% superior. Com o algodão não seria diferente: seriam necessários investimentos de R$ 2,53 bilhões para chegar à mesma produção e os preços no país aumentariam 5,5%. Juntas, as três culturas causariam impacto de praticamente 1% na inflação oficial”.



Eliane ressalta que, com a oferta maior de alimentos, os preços caem. “Além disso, mais produção por área evita a ampliação de área de cultivo, agregando o fator de sustentabilidade ao campo. Nunca é demais lembrar que as pragas são inimigos terríveis, que atacam os cultivos, e grãos armazenados, provocando doenças e reduzindo a capacidade de produção. Com essa ação implacável de pragas e doenças, cai dramaticamente a oferta de grãos, fibras e energia para o consumo das pessoas”, explica.



“Também é importante destacar que a combinação entre temperatura elevada e umidade, próprios do clima tropical, é ideal para a proliferação das pragas. Em outras palavras: o Brasil é o habitat perfeito para elas. Por outro lado, o clima tropical possibilita ao Brasil ter, em algumas culturas, até três safras por ano. Essa realidade ajuda a explicar o boom da nossa agricultura nas últimas décadas, que ajudou o Brasil a deixar de ser importador para ser um dos maiores exportadores mundiais de produtos agrícolas. Em 2019, o agro exportou US$ 96 bilhões”, aponta.



“O fato é que, ao contrário do que vem sendo mal propagado, o Brasil é um dos países que menos usam defensivos por área. Não obstante, estamos entre os maiores produtores agrícolas do planeta. Outra boa notícia é que os defensivos agrícolas estão ganhando a batalha contra as pragas e plantas daninhas. Por isso, fique à vontade para consumir alimentos agrícolas produzidos no Brasil. Com a ajuda dos produtores, técnicos, insumos, distribuição, agroindústria, logística e varejo, a agricultura está fazendo a sua parte”, conclui.




Fonte: agrolink
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