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O mercado internacional da soja registrou mais um dia intenso nesta quinta-feira (5) e encerrou seu pregão na Bolsa de Chicago com altas de mais de 1%, novamente, e alcançando os US$ 11,00 por bushel nos vencimentos mais curtos. O novembro/20 termina o dia com US$ 11,01 e o janeiro/21, US$ 11,03 por bushel. Durante a sessão, os ganhos foram ainda mais fortes. 



Como explica o economista e analista de mercado Camilo Motter, da Granoeste Corretora, a continuidade da escalada da oleaginosa na CBOT ainda é uma tradução dos fundamentos de um aumento muito evidente da demanda e de uma redução da oferta tanto nos EUA, quanto para a que é esperada na América do Sul em função das adversidades climáticas. 



"Tudo isso coloca uma certa pressão, que já vinha da demanda, agora do lado da oferta, e que continua a ser combustível para as altas", explica o analista. E Motter complementa dizendo ainda que, em sua análise, os impactos do andamento das eleições americanas são pontuais, especulativos, e quem atuam como uma forma dos investidores de "alocarem recursos", sendo movimento de curtíssimo prazo.



E para longo prazo, acredita que o resultado da corrida presidencial nos EUA não deverá interferir profundamente no andamento das cotações - o qual segue positivo - dada a força dos fundamentos. Assim, explica ainda que o necessário a se observar agora é como se desenha o clima para o restante do plantio e desenvolvimento da safra da América do Sul e do consumo. 



"É bom lembrar que as maiores altas nos preços da soja e do milho aconteceram com a seca nos EUA nos anos de 2012/2013, quando foram a níveis recordes. Então, a movimentação de preços tem sido muito mais aguda quando se tem problemas na oferta do que, propriamente, na demanda", diz Motter. "Temos visto a redução da safras em alguns países, e o nosso entra na lista, enquanto há uma força grande da demanda".


CÂMBIO E MERCADO BRASILEIRO



No Brasil, as altas que foram, anteriormente, motivadas pelo avanço do dólar frente ao real, são agora alimentadas pelos ganhos registrados na CBOT e, dessa forma, os preços da soja no mercado nacional seguem muito elevados e firmes. A pouca oferta disponível - das safras velha e nova - criam um importante suporte aos indicativos, bem como os prêmios bastante elevados. 



Novos negócios, porém, não são efetivados em grandes volumes agora. 



"O produtor, diante de ter vendido volumes antecipados desde março, abril até julho, agosto, e diante de um mercado mais consistente agora, além do atraso no plantio, o produtor se retirou do mercado. Isso para saber qual o volume de safra que vamos ter e quando, além da preocupação em atender os compromissos já realizados. E também para acompanhar a evolução do mercado que pode sinalizar com ganhos maiores pela frente com demanda firme, redução de safra e fundos e investidores que passam a apostar em carteiras cada vez mais compradas, do que equilibradas ou vendidas", afirma Camilo Motter.



Nesta quinta-feira, algumas praças no interior do país chegaram a registrar alta de até 3,13%, como Castro, no Paraná, onde a referência ficou nos R$ 165,00 por saca.  




Fonte: Notícias Agrícolas
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