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Feira realizada em conjunto com a AveSui 2013 reunirá a cadeia produtiva de energia, biomassa e reciclagem de subprodutos de origem animal e vai apresentar soluções e tecnologias aos participantes em Florianópolis (SC).



Nos últimos anos, os dejetos de suínos e aves deixaram de ser o principal problema da produção nas pequenas propriedades e indústrias e viraram uma solução lucrativa para o negócio. Com o desenvolvimento das tecnologias de biomassa, este material passou a ser transformado em energia elétrica para caldeiras, adubo orgânico, papel e biofertilizantes. O tema será discutido na Feira de Biomassa & Bioenergia, realizada em conjunto com a AveSui 2013, realizada entre os dias 14 a 16 de maio, em Florianópolis (SC).



Diversas empresas que detêm tecnologia para geração de energia de forma renovável estão presentes no evento, que ainda destaca o Painel Biomassa & Bioenergia - compostagem e geração de energia em avicultura e suinocultura, que reunirá profissionais tarimbados para comprovar, mais uma vez, a eficácia da união entre o setor agrícola e o de energias renováveis. O painel será coordenado pelo Dr. Paulo Armando V. de Oliveira, engenheiro agrícola e pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, e dará espaço para o lançamento de um produto que transforma as fezes destes animais em adubo orgânico. "A sociedade formou uma imagem errada dos dejetos, de que prejudicam o meio ambiente", evidencia Oliveira.



Segundo o engenheiro, o metro cúbico de dejeto suíno ou de aves vale aproximadamente R$ 5. Ou seja, transformados em biomassa, podem ser uma fonte de renda alternativa para os suinocultores e avicultores. Um dos obstáculos para aderir a esta tecnologia é o investimento. No entanto, hoje há linhas de crédito especiais para financiar iniciativas do ramo, como o Programa Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC), do Ministério da Agricultura, com recursos do Banco do Brasil, a juros abaixo do mercado.



Atualmente, por volta de 5% da energia produzida no País tem origem em fontes alternativas, como a biomassa, a energia térmica e eólica. Para Oliveira, Santa Catarina está à frente neste cenário, pois também há investimento das propriedades em reflorestamento para produção de celulose, lenha e madeira para móveis.



 



 




Fonte: Agrolink com informações de assessoria
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