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Município: RS - Westfália / História
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INTRODUÇÃO

Westfália está situada na Encosta Inferior do Nordeste, no Vale do Taquari, região formada por 37 municípios e representado pelo CODEVAT – Conselho Municipal de Desenvolvimento do Vale do Taquari. Possui localização privilegiada entre dois pólos de desenvolvimento do Estado do Rio Grande do Sul: Porto Alegre e Região Metropolitana e Região Industrial de Caxias do Sul e Bento Gonçalves. O município tem acesso direto a rodovia Rota do Sol que interliga o Rio Grande do Sul a região litorânea de Santa Catarina e se localiza a 20 Km do entroncamento rodo-hidro-ferroviário de Estrela.

Westfália faz divisa, ao Norte com o município de Boa Vista do Sul e Imigrante; a Oeste com Teutônia e Imigrante; ao Sul com Teutônia e ao Leste com Boa Vista do Sul e Teutônia.

 IDENTIFICAÇÃO DO MUNICÍPIO

Nome do Município:..................................................................Westfália

Data de Criação:....................................................................16/04/1996

Data da Instalação.................................................................01/01/2001

Lei de Criação:.........................................................................10.754/96

  

PERFIL DO MUNICÍPIO

 

Municípios de Origem:............................................Teutônia e Imigrante

Área Geográfica:.....................................................................62,50 Km²

Altitude: ......................................83 m, com ondulações até 600 metros

Coordenadas: .......................................29º27'S e 51º42'W (Greenwich)

Distância de Porto Alegre:..........................................................115 Km

 

APRESENTAÇÃO

Westfália, criado em 1996 e instalado em 2001, revela-se, apesar de contar com uma área geográfica de apenas 62,50 Km2 e com uma população de 2810 habitantes, segundo dados oficiais do Censo Demográfico do IBGE de 2003, como um município que cresce e floresce, com destaque na região, tendo o terceiro maior PIB per capita do Vale do Taquari, já em 2001.

Com 80% da população morando no meio rural, a base principal da economia de Westfália é a produção primária, em que se destacam a produção leiteira, a suinocultura, a avicultura de corte e a avicultura de postura. Ao lado da agropecuária, também a indústria, representada por um frigorífico de aves, por metalúrgicas, fábrica de móveis e serraria, tem significativa importância para o município. Como atividades complementares, são importantes as atividades de comércio e de serviços, como os postos de combustíveis, supermercados, lojas de materiais de construção, padarias, lojas de eletrodomésticos, lojas de vestuário, institutos de beleza, bares e restaurantes.   

Com o desenvolvimento do município, novas alternativas econômicas começam a surgir, principalmente na área de agronegócios, entre as quais despontam como promissoras: a produção de cogumelos, de leite de cabra, hortigranjeiros e a fruticultura.

Várias atividades artesanais também fazem parte do cotidiano de Westfália, como a produção de vassouras, cestos e balaios, sapatos-de-pau, vinhos, queijos, doces caseiros, mel, balas e outros produtos artesanais.                       

No decorrer dos três anos da existência do município, através de programas de incentivo, a produção primária e experimentou aumentos médios anuais de

24 %, sendo que as receitas previstas do Município cresceram em média 21% ao ano e as realizadas foram, em média, 15% acima do previsto. Estes resultados mostram o acerto da opção da população em criar o seu próprio município, gerando progresso e melhores possibilidades para os munícipes.          

Esta realidade, com uma administração austera e com visão de desenvolvimento, permitiu ao Município aplicar recursos superiores aos exigidos em lei na educação e na saúde e investir, em média, 22% do total do orçamento em obras, além de beneficiar atividades econômicas, culturais e de assistência social. Assim, a saúde tem sido considerada como uma conquista pela população, ao lado dos benefícios na agricultura.

Na educação, o número de alunos está crescendo a cada ano, principalmente nas escolas do interior, com evasão e reprovação escolar baixas e com um dos índices mais baixos de analfabetismo.                       

Com localização estratégica e acesso privilegiado aos principais centros consumidores, Westfália apresenta condições para um contínuo desenvolvimento e um potencial significativo para o turismo. Como atrativos turísticos, dispõe de belas paisagens de vales e montanhas, matas naturais, cascatas e uma extensa área com lagoas naturais. Ao lado dos aspectos geográficos, a cultura é outro atrativo muito importante na Westfália, em que se destacam o dialeto e o sapato de madeira, ambos conhecidos como sapatos-de-pau, a arquitetura em estilo enxaimel e os demais expoentes como corais, grupo de danças, banda municipal, culinária típica, produtos artesanais e festas. Anualmente, Westfália festeja seu aniversário que atrai milhares de pessoas ao município, sendo um dos atrativos a realização de um jogo de futebol em que as chuteiras são sapatos-de-pau.

Atualmente há  propriedades ligadas à produção de cogumelos, leite de cabra e chás medicinais que já participam do turismo na Rota Germânica.

Westfália, que conta com um povo ordeiro e trabalhador que traz como herança dos antepassados o espírito associativo e o empreendedorismo, merece, pela sua dedicação e esforço, o seu espaço no mapa do Rio Grande do Sul e do Brasil.                        

 HISTÓRIA

 A história de Westfália, que faz parte da Colônia Teutônia colonizada a partir de 1858, inicia com a chegada de imigrantes alemães vindos da região da Westfália, Alemanha, e de descendentes de alemães, originários do Hunsrück.

O município integra as localidades de Linha Frank, Linha Schmidt, Berlim, Picada Moltke, Picada Bismark, Picada Horst, Köln e Linha Paissandu (antigamente conhecido por Picada Krupp), colonizadas a partir de 1869. Os nomes de cada localidade homenageiam imigrantes, cidades, empresas ou pessoas importantes da Alemanha. Assim, os nomes Frank, Schmidt e Horst homenageiam, respectivamente, os pioneiros Daniel e Jacok Frank, Christian e Peter Schmidt e os irmãos Horst; Moltke e Bismark são em memória de pessoas do alto comando alemão: general Helmuth Erhard Moltke e Otto Eduard Leopold Bismark, unificador da Alemanha, ambos da Prússia; Berlim, lembra a capital da Prússia e da Alemanha, após a unificação em 1870: Köln, a importante cidade da região da Westfália; e         o nome Krupp está ligado à siderúrgica Krupp, uma importante empresa prussiana que contribuiu para a unificação da Alemanha.

Westfália, que se emancipou em 1996 de Teutônia e Imigrante, recebeu o nome em homenagem aos imigrantes que, na sua maioria, são oriundos de uma região próxima à Holanda e que integra o atual estado Renânia do Norte Westfália.       

A criação do município se deve a diversas pessoas, lideradas pelo saudoso empresário Enio Grave, que se uniram e apresentaram a proposta da emancipação nas diversas comunidades e encaminharam o pleito à Assembléia Legislativa do Estado. O pedido foi aprovado e a realização do plebiscito ocorreu em 24 de março de 1996, tendo sido a manifestação da população favorável pela emancipação.  Em 16 de abril de 1996, através da Lei Estadual N°10.754, foi criado o atual município, que foi instalado, com uma administração própria, em 1° de janeiro de 2001.         

ECONOMIA     

 Os colonizadores ao tomarem posse em sua propriedade, tiveram que se preocupar desde logo com a necessidade de produzir excedentes para serem vendidos, pois precisavam de recursos para pagar as dívidas contraídas com a compra de terras.       

Assim, surgiram em todas as localidades as “vendas”, onde ocorria a comercialização desses excedentes, em forma de troca de produtos da agropecuária por mantimentos e vestuário. Os agricultores levavam à “venda” ovos, galinhas, manteiga, banha e em troca traziam tecidos, sal, açúcar e outros produtos não existentes na propriedade.           

Os valores da venda e da compra eram registrados em uma caderneta e o saldo ficava depositado, como uma espécie de banco, no comerciante, sendo disponibilizado pelo mesmo, em espécie, quando surgia a necessidade do produtor. Além de uma boa prosa, a “venda” também era um local ideal para tomar uma cachacinha e fazer um jogo de cartas.

Em cada localidade existia uma venda e os principais nomes associados a este tipo de estabelecimento comercial no atual município são antepassados de famílias como: Arnt, Baumgardt, Markus, Bloemker, Closs, Driemeier, Dahmer, Schwambach, Redecker, Pott, Lindemann e Jasper.              

Para beneficiar cereais, existiam entre os primeiros moradores diversos empreendedores que se dedicavam à moagem de grãos para a produção de farinhas de milho, trigo e centeio e para descascar arroz. Os produtores levavam os grãos ao moinho e recebiam em troca a farinha resultante ou os grãos descascados, sendo que o custo do serviço era pago com parte da produção. Os principais moinhos eram de propriedade de famílias como Schröer, Goldmeier, Follmer e Krabbe.                 

O abate de animais é outra atividade que inicia com a vinda dos imigrantes que apreciavam carne. Seus descendentes mantém o costume, pois dispensam jamais a presença na mesa de um bom assado ou de uma lingüiça defumada. Assim, além da fabricação caseira, surgiram, matadouros, açougues e fábricas de linguiça. Uma dessas fábricas se transformou em abatedouro de suínos e de gado, em 1935. Posteriormente este abatedouro foi incorporado pela Cooperativa de Languirú que o transformou, em 1979, em um frigorífico de aves, de importância essencial para a economia atual do município.                      

Os principais nomes associados à atividade de abate de animais no município são: Dahmer, Driemeyer e Dickel.        

Com a instalação de frigoríficos, os agricultores começaram a vender suínos, gado e mais recentemente também frangos. Antes da existência de frigoríficos, os suínos eram abatidos na propriedade, sendo extraída a banha comercializada nas vendas e a carne para consumo próprio.                

A partir de 1930, com o declínio do comércio da banha, surge a alternativa da venda do leite que até então não era           comercializado in natura, sendo submetido, na casa do agricultor, a um processo de extração da nata que, na maioria das vezes, era transformada em manteiga e comercializada na venda.

Aberta a possibilidade da comercialização do leite, surge uma nova profissão: o Leiteiro. Inicialmente a coleta era feita no Lombo de burros e cavalos e depois por carroças puxadas por bois, burros ou cavalos. Mais tarde, o recolhimento começou a ser feito por caminhões e atualmente o leite é recolhido por caminhões-tanque.

Na Westfália existiram vários empreendimentos de laticínios que se dedicavam à produção de nata, manteiga e queijo. Como empreendedores, os sobrenomes das famílias Kappes, Lengler, Haas, Schwambach e Jasper estiveram ligadas na transformação do leite e nomes como Leidemer, Schrõer, Ahlert, Mein, Feldmann, Dickel, Unnewehr e Horst eram leiteiros.

A atividade leiteira representa hoje uma atividade importante no município, sendo que a maior parte da produção é comercializada nas grandes laticínios e os parte para uma queijaria existente no município.                       

Com a necessidade de produção de ferramentas e como a grande maioria dos imigrantes possuía habilidades de artesão, surgiram as ferrarias, funilarias e as serrarias, que foram as principais expressões industriais surgidas entre os  colonizadores.                   

Na ferraria eram produzidas as ferramentas, como as enxadas, as pás de arados, machados, foices, facões, serras, serrotes e correntes, utilizadas pelos agricultores nas lidas agrícolas e na derrubada de matas e nas funilarias eram produzidas calhas e chaminés para os fogões, entre outras coisas. A bigorna essencial para moldar os ferros representa o símbolo principal da ferraria. Os principais nomes associados a ferrarias e funilarias no município são: WuIf, Dahmer, Zellmann, Follmer e Krabbe.

As metalúrgicas existentes atualmente no município, de grande importância econômica para o município e com  atuação a nível nacional, se originaram dessas ferrarias e funilarias. 

Para produzir as madeiras utilizadas na construção de casas e instalações para animais, eram aproveitadas as toras resultantes da devastação da floresta.

Inicialmente, para confeccionar tábuas ou travessas usadas em construções, as toras eram serradas pelos próprios agricultores, com uma serra manual, operada por duas pessoas. Mais tarde surgiram as serrarias, à base da força gerada pelas turbinas, instaladas ao longo dos cursos de água.

Com a chegada da energia elétrica, começaram a ser operadas através de motores elétricos. Com o desenvolvimento de trabalhos de madeiras surgiram as marcenarias e fábricas de móveis. Os principais nomes associados a serrarias, marcenarias e fábricas de móveis no município são Lange, Land, Wessel, Krabbe e Hollmann. Atualmente Westfália conta uma fábrica de móveis e também possui uma serraria industrial.

Da história do município fazem parte, também, diversas outras atividades pré-industriais como cervejarias, alambiques, fábricas de refrigerantes, curtumes e selarias. Famílias como Dahmer, Achter, Brune, Kilpp e Fiegenbaum estiveram envolvidas com essas atividades.  

Atualmente várias atividades artesanais ainda fazem parte do cotidiano de Westfália. No município existem várias pessoas que, juntamente com atividades agropecuárias, produzem vassouras, cestos e balaios, sapatos-de-pau, vinhos de forma artesanal, doces caseiros, mel, balas e produtos artesanais.           

A base principal atual da economia de Westfália é a produção primária, em que se destacam a produção leiteira, a suinocultura, a avicultura de corte e a avicultura de postura sendo para tais necessária uma rede viária compatível para escoamento das produções composta atualmente de um total de 140,97 km com a seguinte distribuição nas quatro grandes comunidades:

- Linha Schmidt                    Asfalto: 26,629 km               Chão: 25,088 km     Total: 51,717 km;

- Linha Paissandu                Asfalto: 10,060 km              Chão: 28,459 km     Total: 38,519 km;

- Linha Berlim                       Asfalto:   9,271 km               Chão: 21,506 km     Total: 30,777 km;

- Linha Frank                        Asfalto:   7,558 km               Chão: 12,399 km     Total: 19,957 km;

Total municipal                  Asfalto: 53,518 km              Chão: 87,452 km

Salienta-se que o segmento da indústria representada pelo frigorífico de aves, pelas metalúrgicas, fábrica de móveis e serraria tem significativa importância.      

Assim, um dos destaques do município de Westfália é a produção de carne, ovos, leite e derivados. Durante o ano de 2015 foram produzidos um total aproximado de 16.000.000 litros de leite, onde a atividade leiteira é das mais significativas da agropecuária municipal e que envolve aproximadamente 371 produtores.

A suinocultura, em que se envolvem aproximadamente 83 produtores no município, contou com uma produção anual aproximada de 63.000 suínos, sendo assim de suma importância para a economia do município.     

A avicultura de corte é outra atividade de importância para o município, pois foram vendidos em 2015 aproximadamente 23 milhões de frangos à cooperativas e diversas empresas integradoras, envolvendo aproximadamente 123 produtores.       

A avicultura de postura conta atualmente com 7 produtores com atividades de grande escala, apresentando uma capacidade instalada de aproximadamente 440 mil aves.      

Novas alternativasde agronegócios também começam a despontar no município de Westfália. Entre estas, despontam como promissoras: a produção de cogumelos; a produção de leite de cabra; a fruticultura, especialmente a produção de uva (tanto de mesa quanto para a fabricação de vinho) e a produção de hortigranjeiros.

Contando com uma estrutura fundiária adaptada ao modelo de matriz produtiva  imperiosa neste município, este tem disponível para exploração de atividades agropecuárias um total de 1.457 hectares.

Com relação aos corpos hídricos – modalidade açudes, há no município um total de 105 propriedades totalizando 56,77 hectares de lâmina dágua.

Como atividades complementares merecem destaque o comércio de combustíveis, supermercados, comércio de materiais de construção, padarias, além de bancos, lojas de eletrodomésticos, lojas de vestuário, institutos de beleza, bares e restaurantes.    

 

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